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Itapetininga: História

Itapetininga: História

=== Primeiros povoamentos na região de Itapetininga ===
Ao longo de muitos séculos, o atual estado de São Paulo abrigou uma grande diversidade de culturas indígenas, provenientes de várias regiões das chamadas terras baixas da América do Sul. Os mais antigos indícios da presença humana no território paulista datam de cerca de 11 mil anos atrás, um processo de ocupação em parte facilitado pela geografia local, marcada por rios extensos, como o Paranapanema e Tietê. Esses primeiros grupos viviam da caça e pesca, assim como coleta de diversos vegetais, se deslocando regularmente pelo território em função da presença e ausência desses recursos. A partir de rochas como o quartzo, sílex e calcedônia, produziam diversas ferramentas, como machados, raspadores, percutores e pontas-de-flecha, sendo também comum a utilização de artefatos feitos em madeira ou ossos de animais.
Embora não sejam precisas as informações em termos do período de ocupação, no sítio arqueológico Itapetininga 1 foram identificadas diversas ferramentas e lascas de pedra. Localizado em campo aberto, esse sítio arqueológico é uma das poucas evidências materiais do período pré-colonial encontradas em Itapetininga até o presente momento.
Os primeiros grupos indígenas produtores de cerâmica teriam começado a habitar a região do Alto Paranapanema entre 1.870 e 2.000 anos antes do Presente. Ao contrário das populações anteriores, estes grupos ceramistas praticavam a agricultura, o que muito provavelmente auxiliou na formação de aldeias maiores. Os sítios arqueológicos mais antigos com vasilhames cerâmicos são associados à Tradição Tupiguarani – conjunto de técnicas produtivas e decorativas originadas na Amazônia a cerca de 2.500 anos atrás –, embora outras tradições tecnológicas também já foram identificadas no Alto Paranapanema. É o caso da tradição ceramista denominada Itararé-Taquara, frequentemente associadas por pesquisadores aos povos Jê.
Ainda de acordo com essas pesquisas, a bacia do rio Paranapanema possivelmente marcava o limite norte da ocupação dos povos Guarani, presentes em grande número no interior do Paraná até os primeiros séculos da colonização europeia. Entre os rios Paranapanema e Tietê também há diversos relatos da presença de povos Kaingang (também chamados Guaianases durante o período colonial), falantes de um idioma relacionado ao tronco linguístico Macro-Jê, embora não exista consenso a respeito do período temporal em que se estabeleceram nessa região. Alguns pesquisadores afirmam que a chegada dos Kaingang é relativamente recente, ocorrendo entre os séculos XVI e XVII, ocupando o território anteriormente pertencente a grupos Tupi e Kayapó, provavelmente expulsos ou escravizados pelas expedições bandeirantes que atravessam a região na época. Por outro lado, algumas evidências apontam para uma presença Kaingang bem mais antiga na região, anterior até mesmo à chegada dos Tupi no vale do Paranapanema.
De todo modo, grupos Kaingang continuaram habitando o território do Alto Vale do Paranapanema até meados do século XIX, fato registrado pelo viajante francês Auguste de Saint-Hilaire. Os conflitos entre os moradores de vilas como Itapeva e os Kaingang também perduraram por boa parte dos Oitocentos, sendo formadas várias patrulhas armadas para expulsar, aprisionar ou mesmo exterminar as aldeias indígenas que ainda existiam na região do Alto Paranapanema. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Itapetininga“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Francesco Rey, CC BY-SA 4.0 – Wikimedia Commons