Caraguatatuba: História
=== Colônia e Império ===
Os primeiros habitantes da região de Caraguatatuba foram os indígenas tupinambás e guaramomis (um ramo dos guaianás).
Em 1534, o Rei de Portugal, Dom João III, dividiu a América Portuguesa em capitanias hereditárias, doadas a nobres, militares e membros da corte portuguesa. O atual município estava inserido na Capitania de Santo Amaro, que se estendia da foz do Rio Juqueriquerê até Bertioga, sendo doada a Pero Lopes de Sousa.
O povoamento de Caraguatatuba teve começo no início do século XVII, com a concessão de sesmarias, sistema de distribuição de terras a particulares para a produção de alimentos e povoamento, por parte da Coroa Portuguesa. Em 1609, o capitão-mor da Capitania de São Vicente, Gaspar Conqueiro, doou a Miguel Gonçalves Borba e Domingos Jorge, moradores em Santos, a porção de terra localizada na bacia do Rio Juqueriquerê.
Entre 1664 e 1665, começou a surgir a povoação de Santo Antônio de Caraguatatuba, ao redor de uma capela em louvor a Santo Antônio. Seu fundador foi Manuel de Faria Dória.
No entanto, o pequeno povoado foi assolado por diversos surtos, entre eles o mais mortífero ocorreu em 1693. A varíola, conhecida na época por “bexigas”, dizimou boa parte da população e os sobreviventes fugiram para as vilas próximas, Ubatuba e São Sebastião. A doença fez o crescimento retornar à estaca zero, o que atrasou o desenvolvimento do povoado em alguns anos. Após a grande mortandade, o local passou a ser chamado de “vila que desertou”.
O crescimento da povoação despertou o interesse do governador da Capitania de São Paulo, Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão, o Morgado de Mateus, que a elevou à categoria de vila em 27 de setembro de 1770, sem, no entanto, ser definitivamente emancipada. A Lei nº 18, de 16 de março de 1847, rebaixou essa municipalidade à categoria de freguesia de São Sebastião, sendo emancipada de vez pela Lei Provincial nº 30, de 20 de abril de 1857, sendo instalada em 23 de novembro do mesmo ano. …