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Barretos: História

Barretos: História

Os primeiros habitantes da região de Barretos eram os indígenas caiapós, que provavelmente foram dizimados por terem sido capturados e escravizados pelos bandeirantes. A partir do século XVIII, migraram para a área os índios caingangues, apelidados pelos portugueses de "coroados". No final daquele século, praticamente já não existiam indígenas na região.
A primeira penetração no território barretense ocorreu no século XVII, com bandeirantes que procuravam pedras preciosas e indígenas para escravizar. No século XVIII, a região onde hoje está Barretos era simplesmente um ponto de parada na rota entre São Paulo e as minas de ouro de Goiás.
A colonização do Nordeste Paulista se iniciou com a chegada de migrantes vindos de Minas Gerais, que deixaram o seu território devido ao fim do ciclo do ouro e criaram fazendas nessa parte do Estado de São Paulo. Esses colonos alcançaram a região seguindo o curso dos rios Grande e Pardo em jangadas improvisadas. Os mineiros chegaram primeiro à região de Franca e Batatais, isso na última década do século XVIII e início do século XIX, e começaram a chegar a Barretos entre o final da década de 1820 e o início da década de 1830.
Quem iniciou o povoamento da área conhecida como “Sertão de São Bento de Araraquara”, banhada pela parte baixa do Rio Pardo, a jusante da confluência do Rio Mojiguaçu, foram dois afamados desbravadores mineiros, o alferes João José de Carvalho e seu cunhado, tenente Antônio Francisco Diniz Junqueira, vindos de Caldas e Aiuruoca, respectivamente, na época da Independência do Brasil.
Em 1831, chegaram à região, junto com suas famílias, Francisco José Barreto (natural de local incerto, tendo sido indicados como locais de seu nascimento Paraguaçu, Campanha, Jacuí e Caldas) e Simão Antônio Marques, conhecido como "Librina" (natural de Baependi). Barreto apossou-se da Fazenda Fortaleza e Librina, da Fazenda Monte Alegre.
Ambos os pioneiros citados queriam erguer uma capela, para realizar suas necessidades religiosas e não depender mais de Jaboticabal, curato ao qual as fazendas pertenciam e cujo acesso era difícil. Dessa forma, em 25 de agosto de 1854, foram doadas terras em louvor ao Divino Espírito Santo para que fosse erguida uma capela: os familiares de Francisco Barreto (falecido anos antes) doaram 62 alqueires e Simão Librina e sua família, 20 alqueires. Como os doadores das terras eram analfabetos, um vizinho, Antônio Leite de Moura, redigiu a escritura de doação, a qual só foi registrada em 1856, ano em que a primeira capela do Divino Espírito Santo foi erguida, no local em que hoje está a agência do Bradesco da Praça Francisco Barreto. Ao redor do templo, foram surgindo as primeiras casas de pau a pique e sapê, assim nascendo o povoado do Divino Espírito Santo de Barretos.
Durante muito tempo, os habitantes da região de Barretos viviam basicamente da agropecuária e do comércio. A igreja era o principal ponto de encontro entre os moradores.
No inverno de 1870, a região foi afetada por um frio intenso e uma geada forte, que dizimou campos e matas. No dia 24 de agosto daquele ano, uma grande queimada para o preparo do solo teria provocado um incêndio, apelidado de “fogo bravo”. O incêndio teria tornado o solo propício para as pastagens, o que atraiu migrantes vindos do Triângulo Mineiro, acelerando o desenvolvimento. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Barretos“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: ROGÉRIO RAMPAZZO BOM…, CC BY-SA 3.0 – Wikimedia Commons