Umuarama: História
Em 1949, constatou-se, na região da Serra dos Dourados, atualmente um distrito de Umuarama, a presença de indígenas xetás. Os Xetás compreendiam um grupo de cerca de 450 indivíduos, que habitavam a região noroeste do Paraná. Dez anos após o contato inicial com os não indígenas, os xetás praticamente desapareceram da região, vítimas do extermínio organizado pela expedição colonial e restando somente alguns poucos indivíduos da etnia. Os indígenas xetás foram retirados de suas terras, no qual crescia desenfreadamente o genocídio contra os mesmos, tendo a Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná e a burguesia local como principais responsáveis pelo extermínio.
A colonização e genocídio dos xetás deu-se a partir de 26 de junho de 1955, sendo realizada pela Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná. As crianças indígenas apartadas de seus pais durante o massacre de seu povo sobreviveram em demais regiões espalhadas pelo estado.
No início do século XXI, o governo estadual iniciou pesquisas visando a uma possível constituição de uma reserva indígena na região. A reserva reagruparia os sobreviventes da etnia indígena xetá, nativa da região, que se encontram atualmente dispersos pelos estados brasileiros de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Pela Lei 4 245, de 26 de junho de 1960, criada pela Assembleia Legislativa do Paraná e sancionada pelo governador Moisés Wille Lupion de Troia, o patrimônio de Umuarama foi elevado à categoria de município emancipado, com território desmembrado de Cruzeiro do Oeste. A instalação oficial do município deu-se em 15 de novembro de 1960. O primeiro prefeito foi Hênio Romagnolli. Nos anos seguintes, a cidade viveu um crescimento populacional acelerado, chegando a ter uma população de 150 000 habitantes na época do café, na década de 1970. Com o fim do ciclo do café, a população do município diminuiu, chegando à marca dos 80 000 habitantes na década de 1990.