Tangará da Serra: História
=== Origens e Pioneirismo ===
Inicialmente, a área que hoje constitui o município de Tangará da Serra ficou por um longo tempo povoada pelos povos indígenas Nhambiquara e Paresi.
Segundo as crônicas de Barbosa de Sá os primeiros contatos com outros povos se deram no século XVIII com o aprisionamento dos índios Pareci na cabeceira do rio Sepotuba no início do século XX, quando a Comissão liderada por Cândido Rondon palmilhava a região em 1913, com o auxílio dos índios Pareci e Nhambiquara. A Comissão abriu uma rodovia nos chapadões dos Pareci (construiu uma casa para Rondon no Assentamento Antônio Conselheiro e uma ponte sobre o Rio Sepotuba), implantou uma estação de telégrafo e fez estudos sobre a flora e a fauna locais. Na sequência, vários extrativistas mudaram-se para o local interessados pela mata de poaia, planta medicinal.
Em seu projeto inicial, a área de Tangará da Serra deveria formar uma comunidade japonesa, que não teve êxito devido às más relações do Japão no cenário mundial, que também influía o Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial. Assim, apenas as glebas de brasileiros ganharam liberação para colonização, a partir de 1954.
Em 1959, a Companhia de Terras instala-se em Tangará da Serra com o objetivo de implantar uma colônia de terras e o cultivo de café, arroz, milho e feijão. A intensa propaganda fez com que várias famílias migrassem de outros estados para a região, no anseio de possuírem terras bem maiores em relação às que já possuíam onde viviam. Os senhores Júlio Martinez Benevides, Fábio Lissere, Joaquim Aderaldo de Souza e Joaquim Oléa fundaram a Sociedade Imobiliária Tupã para a Agricultura (SITA) para implantar loteamentos na região de Tangará da Serra, por causa do clima e do solo fértil, condições que já haviam incentivado o loteamento de Glebas Santa Fé, Esmeralda e Juntinho (no então município de Barra do Bugres).
A SITA queria formar um centro agrícola. Primeiro vieram os madeireiros, para limpar os terrenos que depois foram distribuídos para os colonos. Nos primeiros tempos, a cafeicultura teve presença marcante na economia de Tangará da Serra.
Com o sucesso do loteamento Tangará da Serra, houve a elevação à categoria de distrito em 6 de janeiro de 1969, através da Lei Estadual 2.906, no município de Barra do Bugres. Logo, nasce o sentimento de emancipação política, mas ainda não havia motivação para a criação de novos municípios, o que logo fez a Comunidade Local pressionar o Governo Federal e Estadual. Houve ainda a tentativa de José Armando Barbosa Mota, então prefeito de Barra do Bugres, ao qual pertencera Tangará da Serra, propondo a transferência da sede do município para a região além da Serra Tapirapuã.
Em 13 de maio de 1976 houve a emancipação política do município, através da Lei Estadual nº 3.687/1976, com áreas desmembradas dos municípios de Barra do Bugres e Diamantino. Os pioneiros deram ao lugar o nome inspirado no pássaro Tangará e na Serra de Tapirapuã, batizando a localidade como Tangará da Serra. …