Ipojuca: História
Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, a mesma era habitada por um desses povos tupis: o dos caetés.
A colonização europeia de Ipojuca teve início em 1560, após a escravização dos índios caetés. A partir daí, os colonos de origem europeia puderam ocupar as terras férteis e ricas em massapê de Ipojuca. As terras eram bastante propícias para o cultivo da cana-de-açúcar, o que causou um rápido surgimento de diversos engenhos. Entre eles, os pioneiros, estavam as famílias Lacerda, Cavalcanti, Rolim, Moura. Há inúmeras controvérsias sobre a data de fundação de Ipojuca, mas, segundo um vigário da freguesia, seria no ano de 1596.
Quando os holandeses invadiram Pernambuco, no século XVII, já havia diversos engenhos estabelecidos na região. Este local participou da resistência aos holandeses, sob a liderança do capitão-mor Amador de Araújo, em uma luta iniciada em 17 de julho de 1645. A derrota holandesa deu-se em 23 de julho de 1645.
Dessa forma, Ipojuca consolidou-se como uma das mais importantes regiões do sistema colonial. Com um porto - Suape -, além da maior várzea de massapê da região, Ipojuca fazia parte do comércio colonial triangular. Porto de Galinhas ganhou esse nome porque era assim que eram comumente chamados os escravos chegados da África, naquele período.
A vila surgiu com sede na povoação de Nossa Senhora do Ó. Depois, foi transferida para a povoação de São Miguel de Ipojuca. Com o decreto estadual 23, de 4 de outubro de 1890, a sede foi restabelecida em Nossa Senhora do Ó. O distrito de Ipojuca foi criado pela lei municipal 2, de 12 de novembro de 1895. No Menos de um ano depois, o distrito é elevado à condição de cidade por força da lei estadual 173, de 6 de junho de 1896.