Pinheiro (Maranhão): História
As terras que integram o atual município de Pinheiro eram ocupadas no passado por aldeias de integrantes do povo indígena tupinambá, com destaque para a aldeia de Guarapiranga. Durante a disputa colonial pela área que formava a capitania do Maranhão entre Portugal e a França, quando os franceses ocuparam a região para formar a sua colônia chamada de França Equinocial, os tupinambás fizeram aliança com os franceses, porém, com a derrota destes, os indígenas foram massacrados pelos portugueses, sendo que os remanescentes foram aldeiados em um núcleo populacional inserido dentro de uma sesmaria constituída pelos portugueses denominada de Fazenda Guarapiranga.
A sesmaria da Fazenda Guarapiranga havia sido concedida para a família do colono português José Bruno de Barros, que a devolveu para a Coroa Portuguesa em 1758, sendo que as autoridades coloniais transformaram o aldeiamento dos remanescentes tupinambás na vila de São José de Guimarães do Cumã em 19 de janeiro de 1758, condição que a possibilitou ter um status de município ultramarino na época do Brasil Colonial ao reunir uma extensa área na Baixada Maranhense que corresponderia no futuro não apenas ao município de Pinheiro, como a outros diversos municípios, tais como Guimarães, Santa Helena e Presidente Sarney.
Em 1855, após o Brasil ter se tornado um país independente, foi criado o Distrito de Pinheiro, por meio da Lei Provincial n.º 370, de 26 de maio de 1855, permanecendo este distrito subordinado ao município de Guimarães.
No ano seguinte, em 1856, o distrito foi elevado à categoria de vila, porém mantendo a denominação de Pinheiro, de acordo com a Lei Provincial n.º 439, de 03 de setembro de 1856, tendo se emancipado do município de Guimarães a partir dessa data.
Durante a República Velha, em 1920, a vila de Pinheiro foi elevado à categoria de cidade por meio da Lei Estadual n.º 911, de 30 de março de 1920.