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Picos: História

Picos: História

Fundada por portugueses, à origem do município de Picos deu-se como a maioria das cidades piauienses mais conhecidas, através da atividade econômica que era a mais desenvolvida neste território, a pecuária. Segundo fontes históricas acredita-se que a cidade tem origem no povoado de Bocaina, ligado a capital colonial Oeiras (Piauí). Inicia-se com a chegada dos primeiros fazendeiros de gado, vindos diretamente de Portugal nos anos de 1740, trazendo alguns escravos negros africanos e gado, ocupando grandes territórios.
A construção de uma capela em 1754 sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição pelo sertanista Antônio Borges Leal Marinho foi o marco inicial desse seu povoamento. Neste período, o território de Picos pertencia ao município de Oeiras (Piauí). A família Borges Leal, que à época ocupava grandes áreas de terras nos arredores do município. Félix Borges Leal, um dos descendentes, fundou nessa região uma de suas mais importantes fazendas, a Fazenda Curralinho ou Retiro Curralinho, como também era conhecida, aproveitando as terras que eram favoráveis a criação do gado solto e também do rio que fornecia água em abundância.
O processo de povoamento do futuro município deveu-se ao desdobramento dessa fazenda. A cidade recebeu o nome de Picos dos colonizadores portugueses, devido a se encontrar em uma região rodeada por montes picosos, semelhantes aos Picos da Europa. Local de terras férteis, desenvolveu-se rapidamente graças ao Rio Guaribas que por muito tempo abasteceu a população, oferecendo lhe água e diversas vazantes favorecendo o plantio em suas margens e várzeas.
O governo administrativo da Província do Piauí, tentou implantar um núcleo italiano no semiárido piauiense, oferecendo ao governo da Itália a possibilidade de fazer investimentos econômicos no Estado. Assim, em 1895, chegaram 40 famílias italianas em Picos mas, novamente, a tentativa não deu certo, pois 28 famílias se negaram a se instalar nos lotes e as outras 12 foram repatriadas de volta a Itália em 1898.
A região de Picos por muitos anos atraiu diversas pessoas que buscavam locais para se desenvolver e negociantes vindos da Bahia e Pernambuco, que vinham para negociar animais principalmente gado e cavalo além de outros produtos. Era um negócio lucrativo e muito rentável.

Em 1932, a cidade de Picos passou por um período de estiagem, segundo conta[carece de fontes]? foi uma das piores, mesmo com a presença do Rio Guaribas, os efeitos foram quase nulos, que por causa disso concedeu à cidade o status de abrigo seguro para os migrantes vindo de outros estados e municípios.

Entre os anos 40 o município era apenas um aglomerado de residências de características rurais, era bastante verde devido ainda possuir mata ao redor das margens do Rio Guaribas, alguns trechos correspondia a propriedades particulares e eram dedicados a cultura de vazante realizadas durante o verão, dentre os produtos cultivados se destacavam a alface, o coentro, cebolinha, cebola e sobretudo o alho, produto no qual, o município passou por vários anos como grande produtor nacional.
A outra atividade comum era a lavagem de roupas que era muito comuns grupos de mulheres utilizarem a o rio para essa finalidade. Dentre outras atividades destacavam-se, os banhos nos poços, no qual eram determinados por sexo, práticas da pesca com a utilização de anzóis, redes, tarrafas ou até mesmo com as mãos. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Picos“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Celles Nunes, CC BY 3.0 – Wikimedia Commons