Heimatgeschichte · Arcoverde ·

Arcoverde: História

Arcoverde: História

A primeira menção oficial ao povoado Olho d’Água nos livros de atas das sessões da Câmara de Cimbres (atual Pesqueira) data de 1812, fazendo referência à nomeação de José dos Reis Lima para servir no cargo de juiz do Limite desse povoado e de seus subúrbios. Há uma hipótese de que foi também nesse ano (ou dois ou três anos depois) que o capitão Leonardo Pacheco Couto chegou à Fazenda Santa Rita, em Olho d’Água, onde já havia uma povoação com cerca de meia dúzia de casas, em uma das margens do Riacho do Mel. Ele mandou construir em terras de sua fazenda, perto da povoação e a cerca de sete quilômetros da casa da propriedade, a igrejinha de Nossa Senhora do Livramento de Olho d’Água, da freguesia de Cimbres, doando como patrimônio um terreno de 100 braças de frente por uma légua de fundo. A construção da igreja deu outra vida ao povoado de Olho d’Água, do qual se originou Arcoverde.

O português Leonardo Pacheco Couto nasceu em 1779 (ou 1780) na ilha de São Miguel (arquipélago dos Açores), filho de Duarte Pereira e Francisca da Piedade, e faleceu no dia 2 de julho de 1870, na Fazenda Santa Rita. Ele tinha propriedades nessa ilha, das quais continuou a receber rendimentos depois que veio para o Brasil e se instalou em sua fazenda, em Olho d’Água. No dia 24 de novembro de 1818 Leonardo Pacheco Couto casou-se com Ana Antônia Cordeiro do Rego, então residente na serra das Varas. Em 1819 nasceu o primeiro dos 11 filhos do casal, Veríssimo José do Couto.
Em 1841 a Câmara de Cimbres, sob a presidência de Isidoro Camelo Pessoa de Siqueira Cavalcanti, enviou ao governo da Província, para apresentação à Assembleia Legislativa, uma representação dos habitantes de Olho d’Água, pedindo a nomeação de um juiz de Paz, em vista de já possuírem uma capela curada desde o dia 28 de fevereiro desse mesmo ano. Além disso , pediam também a criação de uma cadeira de primeiras letras (ata da sessão extraordinária de 28 de dezembro de 1841). Em 2 de maio de 1844 o povoado de Olho d’Água tornou-se 2º distrito do município e freguesia de Cimbres, em decorrência da Lei Provincial nº 142. Em 9 de setembro do mesmo ano, em sessão extraordinária da Câmara de Cimbres, foram nomeados juízes de Paz do distrito de Olho d’Água os senhores Joaquim Severiano de Albuquerque, Joaquim Rodrigues de Araújo, João Cordeiro do Rego e Leonardo Pacheco Couto (tratando-se este de Leonardo Pacheco Couto Filho, ou Leonardo “Duque”, sexto filho do casal Leonardo Pacheco Couto e Ana Antônia Cordeiro do Rego).
Em 1848 o capitão Antônio Francisco de Albuquerque Cavalcanti (que ficou conhecido por capitão Budá) casou-se com Marcolina Dorothéia Pacheco do Couto, sétima dos 11 filhos de Leonardo Pacheco Couto e Ana Antônia Cordeiro do Rego. O primeiro filho do casal (nascido no dia 17 de janeiro de 1850) foi D. Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, o primeiro cardeal do Brasil e da América Latina, conhecido por Cardeal Arcoverde. Ele nasceu na Fazenda Fundão, em Olho d’Água, que era vizinha à Fazenda Santa Rita, do seu avô materno, Leonardo Pacheco Couto.
Em 1865, no vale formado pelos serrotes do Retiro e do Cruzeiro, e da serra da Aldeia Velha, o aglomerado de casas que se havia formado já apresentava aspecto de um povoado. Nesse ano, foi reconstruída a igreja de Nossa Senhora do Livramento, mandada erigir por Leonardo Pacheco do Couto. …

von Fremdinhalte · Regionauts

Quelle: Text: Wikipedia – „Arcoverde“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Earth Science and Remote Sensing Unit, Lyndon B. Johnson Space Center, Public domain – Wikimedia Commons