Campo Limpo Paulista: História
Inicialmente era fazenda integrante de Jundiaí, suas terras eram de um latifúndio cafeeiro, Campo Limpo surgiu com a construção do leito da Estrada de Ferro São Paulo Railway, em 1867 ligando Jundiaí a Santos. O surgimento da primeira rua, a Avenida Alfried Krupp, se deu com o alojamento dos ferroviários construtores da via Jundiaí-Santos. As terras eram pertencentes durante o século passado ao Barão de Jundiaí, passando depois à família Pereira Pinto e uma parte menor a família Rebolho até sua emancipação em 1965. Depois dessa data, a família contratou procuradores e as terras ganharam administradores locais. O mais famoso foi João Zeferino e ainda hoje seus netos vivem na região, entre eles o ilustrador, publicitário e designer Luiz Carlos Zeferino e Antonio Rebolho Nunes Jr. que dá nome à ruas na região e em Cajamar (Metalúrgica Brasforja)*.
Campo Limpo foi transformado num distrito do município de Jundiaí em 20 de dezembro de 1953. Os poucos moradores do então distrito estavam descontentes com a administração central de Jundiaí, pois consideravam que a administração não dava atenção ao distrito "distante e abandonado", dando início, assim, ao movimento de emancipação de Campo Limpo. O movimento ganhou força com a vinda da Metalúrgica Krupp, que foi inaugurada em 1961 e contou com a presença do governador Carvalho Pinto e do presidente Jânio Quadros. A Metalúrgica era o que faltava para a emancipação político-administrativa. O distrito tornou-se município pela lei estadual n° 8.092.
A primeira legislatura do município foi em 7 de Março de 1965, e teve como prefeito Adherbal da Costa Moreira. A posse de Adherbal da Costa Moreira foi no dia 27 de março de 1965, tomou posse também o vice-prefeito Joaquim Tavares da Silva.