Serrinha (Bahia): História
Originalmente, a região de Serrinha era habitada pelos indígenas beritingas, da nação cariri, os quais começaram a ser catequizados por volta de 1646.
No século XVII, foi aberta a Estrada das Boiadas, ligando a então capital da colônia, Salvador, ao sertão do rio São Francisco, passando pela região de Serrinha, a qual começou a ser colonizada por fazendas de gado e vaqueiros.
Em 1723, a Fazenda Tambuatá, da Casa da Ponte, foi vendida a Bernardo da Silva, baiano descendente de portugueses, que transferiu a sede de sua propriedade para um local próximo à Estrada das Boiadas, onde se formou um povoado, conhecido pelos tropeiros, boiadeiros e viajantes como Serrinha, por estar nas proximidades de uma pequena serra.
Em 1763, com a morte de Bernardo da Silva, os seus herdeiros doaram uma légua de terras à Senhora Santana e foi erguida uma capela em louvor a ela no povoado de Serrinha, concluída em 1780. Nessa época, o povoado, pertencente à vila de Água Fria, possuía 16 casas de telhas e servia de pouso para tropeiros e comerciantes de gado que se dirigiam ao vale do rio São Francisco.
A Lei provincial nº 67, de 18 de junho de 1838, criou a Freguesia de Senhora Santana de Serrinha, subordinada à vila de Irará. Posteriormente, a Lei provincial nº 1 069, de 13 de junho de 1876, elevou a freguesia à categoria de vila, com o nome Serrinha, sendo instalada a 11 de janeiro do ano seguinte. Em 16 de abril de 1890, um ato estadual transferiu o distrito de Biritinga, então parte de Inhambupe, para Serrinha, que recebeu foros de cidade no ano seguinte, pelo ato estadual de 30 de junho de 1891.
Em 1931, o município de Araci foi incorporado a Serrinha como uma subprefeitura, vindo a reconquistar sua autonomia em 1956. Em 1962, perdeu os distritos de Biritinga, Itapiru (renomeado Teofilândia) e Lamarão, todos elevados à categoria de município. A última perda territorial serrinhense foi em 2000, com a emancipação de Barrocas.