Aracati: História
Os primeiros habitantes das terras do Aracati, os índios Potyguara, provavelmente entraram em contato com os europeus em 2 de fevereiro de 1500, através do navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón, que aportara no local denominado Ponta Grossa ou Jabarana, segundo o historiador Tomás Pompeu de Sousa Brasil.
Pero Coelho de Souza, durante a expedição contra os franceses que haviam invadido o Maranhão, ergueu, a 10 de agosto de 1603, às margens do Rio Jaguaribe, o Fortim de São Lourenço. A sua permanência deu origem ao povoado de São José do Porto dos Barcos, sucessivamente, Cruz das Almas e Santa Cruz do Aracati.
Aracati tornou-se um ponto de apoio militar. Várias edificações foram construídas: Bateria do Retiro Grande, Presídio da Ponta Grossa, Presídio de Coroa Quebrada, Presídio do Morro de Massaió e outras.
Nos anos 1680, as terras foram concedidas em sesmaria ao militar Capitão Manuel de Abreu Soares, fundador do Sítio Aracati.
Em 10 de fevereiro de 1748, foi elevada à categoria de Vila (ato oficial). Foi chamada de Vila de Santa Cruz do Aracati, ganhando autonomia política. O ato foi oficializado pelo Juiz Ordinário da Vila do Aquiraz João de Freitas Guimarães e pelo Ouvidor-geral Manuel José de Faria. No mesmo ano, foi erguido um pelourinho e empossada a câmara.
O comandante da marinha inglesa Richard Dixon esteve no Aracati em 1829, e relatou que a cidade era constituída de "três igrejas, câmara municipal, cadeia, e 600 habitantes".
Os Caranguejos, tendo à frente o Cel. Silvestre Ferreira Caminha, reuniram todo seu pessoal em fila. O mesmo aconteceu com os Chimangos que a ordem do Cel. João Crisóstomo de Oliveira se postaram em fila para que pudessem ser contados para finalizar de uma vez por todas aquela pendenga, que se arrastava sem solução ao lado da Praça da Matriz, ao sol que começava a ficar forte, trazendo fadiga e calor para o povaréu. …