Fernandópolis: História
Os sertões da Alta Araraquarense, nos quais está inserido Fernandópolis, quase não possuía população indígena até o final do século XIX.
Por volta de 1901, foi inaugurada a Estrada do Taboado, ou Estrada Boiadeira, ligando Aparecida do Taboado, no sul de Mato Grosso (atual Mato Grosso do Sul), a Barretos, para facilitar a chegada do gado mato-grossense a essa cidade. Em suas margens, foram criadas as primeiras fazendas da região de Fernandópolis.
A origem da cidade de Fernandópolis está ligada à formação e posteriormente união de duas povoações rivais, tanto territorial quanto comercialmente. O primeiro povoado foi Brasilândia, na Gleba Marinheiro, fundada em 10 de novembro de 1938 pelo italiano Carlos Barozzi e seu filho Luiz Armando Barozzi, com uma presença expressiva de imigrantes italianos. O segundo núcleo foi a Vila Pereira, na Gleba Santa Rita, fundada em 22 de maio de 1939 por Joaquim Antônio Pereira, natural de Livramento de Nossa Senhora (Bahia) e anteriormente residente em Olímpia, tendo um crescimento demográfico e urbano rápido pela doação e venda de lotes por seu fundador.
As duas vilas pertenciam a Tanabi, na época o maior município paulista. Havia uma forte rivalidade entre elas, sobre qual seria primeiro elevada a município. Em 1943, o interventor federal de São Paulo, Fernando Costa, em visita à região, sugeriu a união de ambas para alcançar o objetivo comum. Desse modo, o Decreto-Lei nº 14.334, de 30 de novembro de 1944, criou o distrito e município de Fernandópolis, sediado na Vila Pereira e batizado em homenagem ao interventor, com território desmembrado de Tanabi e Pereira Barreto, sendo instalado em 1º de janeiro de 1945, com a posse do primeiro prefeito, o engenheiro Gumercindo Ferraz Frota.
Em 1949, foi inaugurada a ferrovia na cidade, facilitando a comunicação e escoamento dos produtos, assim colaborando para o desenvolvimento urbano.
Ao longo do tempo, Fernandópolis sofreu sucessivos desmembramentos, para a emancipação de novos municípios: Jales (1948), Indiaporã (1953), Guarani d’Oeste (1959), Meridiano (1959), Macedônia (1964) e Pedranópolis (1964).