Peruíbe: História
Quando da chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500, já havia em Peruíbe uma aldeia indígena.
Em 1534, quando o Rei João III de Portugal dividiu a América Portuguesa em capitanias hereditárias, o atual território peruibense ficou pertencendo à Capitania de São Vicente, cujo donatário era Martim Afonso de Souza, fundador de São Vicente, primeira vila da colônia.
Em 1549, chegou à região, para a catequese dos indígenas, o padre Leonardo Nunes, apelidado pelos indígenas de Abarebebê (termo que, traduzido do tupi antigo, significa "padre voador", através da junção de abaré, "padre" e bebé, "voador"), pois parecia estar em vários locais ao mesmo tempo, fundando o aldeamento de São João Batista de Peruíbe, hoje as ruínas do Abarebebê. Em 1553, foi a vez do padre José de Anchieta, hoje santo, chegar ao povoado.
Em 1759, os jesuítas foram expulsos do Império Português e o aldeamento de São João Batista de Peruíbe foi abandonado, entrando em declínio, tornando-se uma pacata vila de pescadores do município de Itanhaém.
A abertura da Southern São Paulo Railway, em 1914, trouxe impulso e novos moradores à vila de pescadores de Peruíbe. Nessa época, a bananicultura floresceu na região, se tornando a sua principal fonte econômica.
Na década de 1950, com a inauguração de rodovias interligando o litoral sul de São Paulo à capital, a região teve um grande impulso, começou a receber muitos veranistas e cresceram também o comércio e o ramo imobiliário. O turismo começou a despontar como uma importante fonte econômica. Com o desenvolvimento de Peruíbe, iniciou-se um movimento pela emancipação da vila, liderado por Geraldo Russomano e João Bechir, culminando no plebiscito de 24 de dezembro de 1958, no qual os moradores votaram pela emancipação. Com isso, a Lei Estadual nº 5285, de 18 de fevereiro de 1959, Peruíbe foi elevada à categoria de distrito e município, se separando de Itanhaém, sendo instalada em 1° de janeiro de 1960.
Em 22 de junho de 1974, por meio de Lei Estadual, Peruíbe recebeu o título de Estância Balneária. No ano seguinte, foi assinado, pelo presidente brasileiro Ernesto Geisel, o acordo nuclear Brasil-Alemanha, que previa, dentre outros itens, a construção de uma usina nuclear na Jureia. A sociedade resistiu, e os equipamentos que seriam usados em Peruíbe ficaram na usina de Angra 3.