Escada (Pernambuco): História
O povoamento da região, que viria a ser futuramente o município de Escada, partiu de três comunidades indígenas: Potiguaras, Tabajaras e Mariquitos. Teoriza-se que, durante as Invasões Holandesas no século XVII, essa população nativa fugiu para o interior do estado, incluindo o território escadense. Não se sabe ao certo a data de sua fundação, porém é por volta de 1680 que os padres da Congregação do Oratório, que habitavam o Convento da Madre de Deus, receberam a missão de catequizar os indígenas. Assim, em 1685 o território foi intitulado de Aldeia de Nossa Senhora da Escada de Ipojuca.
Os padres da Madre de Deus tinham a incumbência de fornecer a direção espiritual e moral para nativos, que logo foram levados a erguer um oratório no alto da colina ao redor da qual estendia-se o aldeamento. Todavia, em decorrência do relevo acentuado, foi necessária a construção de uma escada em degraus, cavada na argila. Dessa forma, pelo apelo monumental que a escada possuía, decorre a possível origem da nomenclatura de Nossa Senhora da Escada, dada à Padroeira do Oratório, e do município.
Por vários documentos escritos e segundo relata o historiador Sebastião Galvão, verifica-se que em 1757 já era povoação e que fazia parte da freguesia de Ipojuca. Sua população crescia de forma acelerada de dia após dia — não apenas de indígenas, mas também de colonos que eram atraídos pelas terras férteis. Extinto o aldeamento em 1773, os índios foram mandados, por ordem do Governador João da Costa Souto Maior, para a então colônia de Riacho de Matos.[carece de fontes]?
Atualmente, a população indígena da cidade de Escada continua ativa e resistindo. No processo de retomada territorial e identitária, revitalizando a língua originária e fortalecendo a memória dos ancestrais do Povo Marikito.
Em virtude da Carta Régia de 27 de abril de 1786, teve Escada o procedimento de freguesia, sendo o seu território desmembrado da paróquia de Ipojuca a que pertencia. O distrito de Escada foi criado pela Carta Régia de 27 de abril de 1786 e por Lei Municipal em 6 de março de 1893. A Lei Provincial nº 326, de 19 de abril de 1854, criou o município de Escada, com território desmembrado do município do Cabo de Santo Agostinho. A sede municipal foi elevada à cidade pela Lei Provincial nº 1.093, de 24 de maio de 1873.
O seu primeiro pároco foi o padre Francisco Cavalcanti de Albuquerque Lacerda. Em virtude do Alvará de 7 de dezembro de 1813, foram os seus limites primitivos aumentados com a incorporação de alguns engenhos das freguesias do Cabo, da Vitória de Santo Antão e de Sirinhaém.
Durante as décadas seguintes a cidade alcançou grande desenvolvimento econômico. Sua economia durante os séculos XIX e XX girava entorno do comércio e da agricultura — principalmente por causa das plantações de cana-de-açúcar. Seu apogeu tecnológico foi nas décadas de 1930 a 1970, quando Escada tornou-se uma das maiores e principais cidades de Pernambuco. Durante esse período os escadenses pr esenciaram a construção de ícones arquitetônicos, a fundação daCompanhia Industrial Pirapama, da Vila Operária, da estação de trens, dos carros e dos cinemas.