Cachoeiras de Macacu: História
A ocupação portuguesa nas margens do rio Macacu se iniciou em 1567 após a derrota dos Tamoios que viviam na região. O nome do rio é uma referência ao macacu, uma árvore da qual se extraía tinta e era abundante na região. Em 1647 foi criada no local a freguesia de Santo Antônio de Caceribu, que foi elevada a vila em 1697, e passou a se chamar Santo Antônio de Sá.
A fundação de Santo Antonio de Sá foi escolhida em 1953 como a data de fundação de Cachoeiras de Macacu, no entanto, foi atribuída na ocasião o dia de 15 de maio de 1679 como data de fundação da vila, que é historicamente equivocada, considerando que a mesma foi criada em 5 de agosto de 1697.
Entre 1829 e 1833, as febres do Macacu, uma epidemia de malária que atingiu a região, resultou na elevação a vila da Freguesia de São João de Itaboraí, e a divisão de Santo Antônio de Sá em três freguesias, a sede, São José da Boa Morte e Santíssima Trindade.
Em 1856, a freguesia da Santíssima Trindade altera o seu nome para Santíssima Trindade de Sant’Ana de Macacu, e com a extinção de Santo Antônio de Sá em 1877, foi anexada ao Porto das Caxias, em Itaboraí. Em 1898, Sant’Ana passou a ser chamada de Sant’Ana de Japuíba. O local adotaria o nome atual, Cachoeiras de Macacu, em 1923, sendo elevada à categoria de cidade em 1929.
Esta função se perdeu no pós-guerra, quando o ramal ferroviário de Nova Friburgo foi desativado nos anos 1960, e gerou-se uma séria decadência social, cultural e econômica que ainda se reflete hoje, somada aos fatos políticos gerados pelo Regime Militar, que pressionou os agricultores e trabalhadores da Estrada de Ferro Leopoldina.
Houve uma mudança significativa no município na década de 1940, com experiências de distribuição de terras para colonos deslocados das áreas de citricultura da Baixada Fluminense. Estes se estabeleceram em Japuíba e Papucaia, e na primeira metade do século XX chegaram em Papucaia e na Fazenda Funchal (assim chamada para não confundir com a cidade de Funchal, em Portugal) os imigrantes japoneses que se dedicam à agricultura até hoje, principalmente à fruticultura.