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Tramandaí: História

Tramandaí: História

Tramandaí começou a ser criada a partir do século XVIII, época em que servia de passagem para viajantes com destino a Laguna ou a capital do império brasileiro, o Rio de Janeiro. E também servia de passagem para a colônia do Sacramento, para os aventureiros, escravagistas paulistas atrás de índios, para os jesuítas, espanhóis e soldados. Devido a essa movimentação, em 1738 criou-se a guarda do registro, com a função de controlar as mercadorias e o gado que passavam pelo rio Tramandaí e cobrava certo valor pela passagem, uma espécie de pedágio.
Em 26 de outubro de 1732 iniciou-se oficialmente o povoado em Tramandaí, quando Manoel Gonçalves Ribeiro ganhou uma sesmaria à qual a região pertencia. Essa parte da região ficou conhecida como Paragem das Conchas. Nessa época começaram a surgir pequenos ranchos de palha de tiririca-brejo, que os pescadores e forasteiros erguiam para a temporada da pesca.
Durante a guerra dos Farrapos, em 1839, Tramandaí foi o destino de dois lanchões, o Seival e o Farroupilha, puxados por cerca de 200 bois, que Giuseppe Garibaldi trouxe da lagoa dos Patos, distante cerca de 100 km, para que fossem colocados no mar e assim tentar conquistar Laguna.
Por volta de 1890, Tramandaí começou a ser procurada como estação de banhos e, por fim, como balneário. Em 1906, já contava com cerca de 80 casas, além de ranchos de palha e casas de madeira cobertas com palha. Nessa época já existiam os hotéis Saúde e Sperb (este inaugurado em 1898).

Em 1898 começou a ser feito o roteiro de diligências puxadas a cavalo, que faziam o trajeto Porto Alegre-Tramandaí e também levava os frequentadores até a beira do mar.
Em 1908 foi construída a primeira capela, denominada Nossa Senhora dos Navegantes.
A emancipação político-administrativa de Tramandaí aconteceu em 24 de setembro de 1965, quando Tramandaí emancipou-se do município de Osório.
Em 1968 foi inaugurado o Terminal Marítimo Almirante Soares Dutra, também conhecido como TEDUT, pela Petrobras, para armazenamento de petróleo recebido de navios petroleiros, ao largo da costa. O petróleo é coletado dos navios por meio de monoboias instaladas no Oceano Atlântico. Esse petróleo segue pelo oleoduto até o município vizinho de Osório, onde é armazenado em tanques. Em seguida ele é bombeado por oleoduto para a Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), na cidade de Canoas. O TEDUT possui ainda um Centro de Defesa Ambiental (CDA) localizado no município de Imbé, vizinho de Tramandaí.
Em 1973 foi inaugurada a Plataforma Marítima de Tramandaí, após três anos de obras.
A cidade também é o topônimo do título nobiliárquico de barão de Tramandaí, que pertenceu ao importante político Antero José Ferreira de Brito.

O nome do rio e do município vem do tupi-guarani, tendo diversos possíveis significados: rio dos meandros (sinuoso), rio do roedor (pela presença de capivaras e ratões-do-banhado), o lugar que se cerca para colher (pescar com redes) ou rio para pescar bagres, da junção de tar (colher) e mandi (bagre). A grafia também aparece com variações em documentos antigos: Taraman, Tramandi, Termandi, Tramandai, Taramandahy, Tamandatay, Tramandahy e Tramandaí.

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Quelle: Text: Wikipedia – „Tramandaí“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Bravotata, CC BY-SA 3.0 – Wikimedia Commons