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Ribeira do Pombal: História

Ribeira do Pombal: História

O território de Ribeira do Pombal começou a ser colonizado no século XVII, por meio da pecuária, realizada por vaqueiros ligados ao latifúndio da Casa da Torre, os quais entraram em conflito com os habitantes originários dessa área, os indígenas quiriris. Com isso, para proteger os povos autóctones dos forasteiros e também para catequizá-los, chegaram à região os padres jesuítas.
Em 1667, os jesuítas João de Barros (1639-1691) e Jacob Roland (1638-1684) criaram, para a catequese dos quiriris, tendo como marco inicial a edificação de uma capela em louvor a Santa Teresa de Jesus, o aldeamento missionário de Santa Teresa de Canabrava (embrião da atual cidade de Ribeira do Pombal), cujo nome se deve à abundância da planta canabrava na região. Em 1672, continuou a obra missionária o Padre Jacques Cocle (1628-1710). Em 1675, o chefe da Casa da Torre, Francisco Dias d'Ávila, prometeu ajudar as missões e facilitar a criação de novas.
Em 1695, os jesuítas criaram na região outra missão para a catequese dos quiriris, a de Saco dos Morcegos (atual Mirandela, Banzaê).
Santa Teresa de Canabrava estava localizada na rota dos tropeiros, boiadeiros e viajantes que se dirigiam para o rio São Francisco, sendo um ponto de pouso para eles.
No início do século XVIII, eram mantidas, pelo Colégio da Bahia, nas proximidades de Santa Teresa de Canabrava, algumas fazendas de gado bovino e de cultivos como mandioca e milho, o que desenvolveu a agropecuária local e favoreceu a colonização.
Em 1754, o Arraial de Santa Teresa de Canabrava foi elevado à categoria de Freguesia, com o nome de Pombal, sendo subordinada à vila de Itapicuru de Cima. Por carta régia de 8 de maio de 1758, a freguesia de Pombal foi elevada à categoria de vila, desmembrando-se de Itapicuru de Cima, sendo instalada no mesmo ano. A criação da vila se insere no contexto da expulsão dos jesuítas do Império Português e a transformação de antigas missões em vilas.
Em 1760, Saco dos Morcegos foi elevada à categoria de freguesia, dentro da vila de Pombal, com o nome Mirandela. Mirandela se tornou vila em data incerta, mas foi extinta pela Lei Provincial n° 51, de 21 de março de 1837, e reanexada a Pombal. A freguesia de Mirandela foi extinta por meio da Resolução provincial n° 185, de 12 de abril de 1843, e anexada à de Santa Teresa do Pombal.
Em julho de 1797, a vila foi palco de um levante dos quiriris pela nomeação do indígena José Félix Cabral como capitão-mor da vila, conseguindo apoio de indígenas da vila de Mirandela, mas durou pouco tempo, pois o líder da revolta foi a Salvador exigir a nomeação e foi preso. Entre outubro de 1797 e janeiro de 1798, os quiriris de Pombal, liderados por Victoriano Francisco, sobrinho de José Félix, se revoltaram novamente, exigindo a nomeação de Victoriano como capitão-mor da vila, com os revoltosos se refugiando em Mirandela. Ambas as revoltas aterrorizaram os portugueses da região e os indígenas tinham como objetivo retomar as suas terras tomadas por fazendas de gado.
Por meio de ato estadual de 31 de outubro de 1890, a Freguesia de Nossa Senhora do Amparo da Ribeira do Pau Grande, criada em 1848, foi desmembrada de Pombal e elevada à categoria de vila, com o nome de Amparo. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Ribeira do Pombal“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Rony Onofre, CC BY 3.0 – Wikimedia Commons