Heimatgeschichte · Artur Nogueira ·

Artur Nogueira: História

Artur Nogueira: História

=== Origens ===
O território do atual município de Artur Nogueira pertenceu até o início do século XX a famílias tradicionais paulistas, como João e Matheus Ferreira de Camargo, conhecidos por “Doricos”, estabelecidos no Guaiquiçá, hoje município de Engenheiro Coelho; Francisco Pinto Adorno e irmãos no Mato Dentro; João Sertório e Dona Maria Glória Sertório no bairro do mesmo nome; os irmãos Magalhães na Fazendinha; Pedro da Cunha Claro no Taperão; os Cotrins no bairro do mesmo nome; os Amarais no bairro do mesmo nome; Jorge Tibiriçá no Ribeirão; Fernando Arens no Sítio Novo e os Rosas na Fazenda Palmeiras.
Também estabeleceu-se nessas terras o madeirense Daniel Cesário de Andrade, que chegou ao Brasil em torno de 1910.
Próxima de todas essas terras estava a propriedade da empresa Artur Nogueira & Cia, proprietária da Usina Ester, produtora de açúcar. O então território da atual sede municipal era chamado de “Lagoa Seca” e pertencia ao município de Mogi Mirim.

Por força do Decreto nº 1.300 de 22 de agosto de 1904 foi anexada ao Núcleo Colonial Campos Salles uma gleba de terras doada por Artur Nogueira & Cia ao Governo do Estado, formando a seção “Artur Nogueira” do núcleo.

A ferrovia atingiu a região em 1907, através da Estrada de Ferro Funilense, como ponta do primeiro prolongamento da linha após a abertura da mesma em 1899. O prolongamento da linha passava em terras da fazenda São Bento, de propriedade de Artur Nogueira, que as doou à Funilense em 1905.
Já a estação ferroviária foi erguida na gleba seguinte à fazenda, a pedido de seu proprietário Fernando Arens, e ficava próxima ao armazém de Francisco Cabrino, cujo prédio foi o primeiro a ser edificado e ainda hoje existe na atual Rua 15 de Novembro.
A estação acabou recebendo o nome de Artur Nogueira, em homenagem ao doador das terras, apesar do local ser conhecido como Lagoa Seca, e por isso seu nome acabou por prevalecer, dando origem a atual denominação do município.
A povoação surgiu em torno dela, onde no ano seguinte é que vieram os verdadeiros fundadores da cidade, ocupando os lotes do patrimônio doado por Fernando Arens. Entre eles José Sanseverino, Júlio Caetano, João Pulz, Henrique Steckelberg, os Andrades, os Mauros, etc. Já se achavam também radicados na zona rural os irmãos Tagliari.

O rápido desenvolvimento foi favorecido pelas intensas imigrações italiana, alemã e espanhola, os quais cultivando a terra e criando gado iam aos poucos adquirindo as terras dos primitivos donos em pequenas glebas, acabando-se os grandes latifúndios. Depois, com a valorização do café, formaram-se nessas glebas grandes cafezais, mais tarde substituídos em parte por arroz e algodão.
Em 1916 foi criado o distrito de paz, subordinado à Comarca de Mogi Mirim. A instalação do cartório deu-se no ano seguinte, a 18 de outubro de 1917, tendo sido João Quintino de Brito o primeiro Oficial de Cartório e Henrique Steckelberg o primeiro Juiz de Paz. Os primeiros registros dos eventos vitais realizados neste cartório são: …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Artur Nogueira“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Vic Mrtns, CC BY-SA 4.0 – Wikimedia Commons