Granja (Ceará): História
Durante o período pré-colonial, pelas redondezas de Granja ficavam dois grandes territórios indígenas do norte do Ceará: o litoral era habitado pelos Tremembés e a Serra da Ibiapaba, era habitada pelos Tabajaras. Ambos eram grandes povos que viviam no norte e no sul do território de Granja, respectivamente. Desde o extremo norte da Ibiapaba até o sertão, seguindo pelo rio Coreaú, habitava o povo Aconguaçu, de origem tapuia.
Granja, anteriormente chamada de Santa Cruz do Coreaú ou Macaboqueira, segundo os historiadores, recebeu esta última denominação por ser habitada por indígenas e os primeiros colonizadores terem encontrado forte resistência da parte dos indígenas, que foram chamados caboclos maus ou maus caboclos.
A origem do atual nome do município, consoante versão corrente, inclusive do historiador Eusébio de Sousa, é genuinamente portuguesa, tendo afinidade com a freguesia de São Brás da Granja, do Conselho de Mourão, distrito de Évora adjacência da margem esquerda do Rio Fuadelim em Portugal, vez que o colonizador tinha como critério, além mar, adotar nominação pátria nas regiões onde se localizava.
Em 2022, o poder público reconheceu a emancipação de Granja a partir de 1776, mudando a lei orgânica e indicando o dia 27 de junho como aniversário do município, por emenda 02/2022, de 20 de abril de 2022.