Tucano (Bahia): História
Os indígenas caçadores-coletores que habitaram o que é hoje Tucano há milhares de anos, ancestrais dos quiriris encontrados pelos colonizadores da região, deixaram no território municipal um acervo de arte rupestre, ainda em estudo por especialistas.
A colonização do território de Tucano ocorreu no final do século XVII e início do século XVIII, por meio da pecuária, realizada por vaqueiros ligados à Casa da Torre.
Nas primeiras décadas do século XVIII, foi criado, no local de uma antiga aldeia de indígenas quiriris (localizado onde hoje é a sede de Tucano), um aldeamento missionário para a catequese dos mesmos, no qual, por volta de 1727, um frei de nome Apolônio edificou uma capela em louvor a Santo Antônio. Posteriormente, esse templo passou a ser também em louvor a Senhora Santana, por influência de Gabriel Malagrida, quando da sua passagem pela região. Sob influência catequista, essa povoação cresceu, sendo elevada, em 1754, à categoria de freguesia, com o nome de Santana e Santo Antônio de Tucano, subordinada à vila de Itapicuru de Cima.
No final do século XVIII, por ordens do Frei Apolônio de Todi, o "apóstolo dos sertões", a matriz de Tucano foi reformada.
A Lei Provincial nº 51, de 21 de março de 1837, elevou a Freguesia de Tucano à categoria de vila, com o nome de Imperial Vila do Tucano, desmembrando-a de Itapicuru. A instalação da nova vila ocorreu dois meses depois, aos 26 de maio daquele ano.
No final do século XIX, o líder messiânico Antônio Conselheiro passou por Tucano e, segundo José Calasans, ele pode ter reformado ou construído o cemitério atual. Sabe-se que tucanenses lutaram na Guerra de Canudos, nessa mesma época. Décadas mais tarde, no final dos anos 1920, Lampião e seu bando também passaram pelas terras tucanenses.
Devido a sucessivas secas, por meio dos decretos estaduais n.º 7.455 e n.º 7.479, de 23 de junho de 1931 e 8 de julho de 1931 respectivamente, extinguiu-se a vila de Tucano, a qual foi anexada ao município de Cipó como um simples distrito. Tucano foi elevada novamente à categoria de município, se desmembrando de Cipó, por meio do Decreto Estadual n.º 8.447, de 27 de maio de 1933, sendo reinstalada em 24 de junho do mesmo ano.
Em 1948, durante perfurações para prospecção de petróleo na Fazenda Macaco, foram descobertas águas termais, transformando essas fontes em um atrativo turístico importante da região. Ao redor dessas termas, formou-se o povoado de Caldas do Jorro.
Por meio da Lei Estadual n.º 1.640, de 15 de março de 1962, o distrito de Quijingue (anteriormente denominado Triunfo), criado em 1917, foi desmembrado de Tucano e elevado à categoria de município.