Seabra: História
Até a chegada dos portugueses à Chapada Diamantina pela primeira vez, no século XVI, a região era habitada por índigenas falantes de línguas macro-jês, como os paiaiás e maracás, por exemplo.
No início do século XVIII, a Coroa Portuguesa determinou a abertura de uma estrada entre as florescentes vilas auríferas de Rio de Contas e Jacobina, em cujas margens fixaram-se portugueses e brasileiros desiludidos com os impostos cobrados pela Coroa sobre o ouro. Nessa época, formaram-se os povoados de Campestre e Passagem de Jacobina (posteriormente Cochó do Pega, atual sede de Seabra).
Por meio de Lei Provincial de 15 de março de 1847, confirmada pela Lei Provincial nº 899, de 15 de maio de 1863, o povoado de Campestre foi elevado à categoria de freguesia, com o nome de Nossa Senhora da Conceição do Campestre, pertencendo à vila de Minas do Rio de Contas. Por meio da Resolução provincial n° 1 014, de 8 de maio de 1868, a citada freguesia foi transferida para a vila de Lençóis.
Em 1874, começam as discussões para a criação da primeira cadeira de ensino primário no município, situada no distrito de Campestre, após a aprovação do Projeto nº 420. Porém, até outubro de 1887, ainda não havia sido implantada.
Por meio da Lei Provincial n° 2652, de 14 de maio de 1889, a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campestre foi elevada à categoria de vila, com o título de Agrícola Vila do Campestre, desmembrada de Lençóis, sendo instalada em 14 de dezembro do mesmo ano. Posteriormente, o Decreto Estadual nº 491 de 22 de junho de 1891, a vila referida recebeu o título de cidade, tendo o seu nome simplificado para “Campestre”.
As disputas pelo poder entre os coronéis Horácio de Matos e Manuel Fabrício de Oliveira em Campestre resultaram em um conflito entre eles entre 1914 e 1915, na qual a feira livre de Campestre foi transferida para o povoado de São Sebastião do Cochó.
A Lei estadual n° 1126-A, de 27 de agosto de 1915, renomeia o município de Campestre para Doutor Seabra, em homenagem ao então governador da Bahia, José Joaquim Seabra.
Desde 1922, já se pensava na transferência da sede do município de Doutor Seabra para o povoado de São Sebastião do Cochó, algo que só foi concretizado em 1929.
Pelos Decretos estaduais de n° 7455, de 23 de junho de 1931, e 7479, de 8 de julho do mesmo ano, o município teve seu nome simplificado para Seabra.
Em 1948, assumiu o primeiro prefeito de Seabra eleito pelo voto direto, Tito Lívio de Luna Freire, em cuja administração o município foi elevado à categoria de sede de comarca. Anos mais tarde, em 1962, parte do território seabrense foi desmembrado para criar os municípios de Iraquara e Souto Soares.