Igarapé (Minas Gerais): História
Até o século XVII, o atual estado de Minas Gerais era habitada por índios do tronco linguístico macro-jê. A partir desse século, essas tribos foram quase exterminadas pela ação dos bandeirantes procedentes de São Paulo, que chegaram à região em busca de escravos, jazidas de ouro e minerais preciosos . O intenso fluxo gerado pelo ciclo do ouro gerou um déficit na produção de alimentos, o que abriu caminho para o fortalecimento do tropeirismo. As caravanas passaram a abastecer os centros mineradores e estabeleceram pousos ao longo do caminho, originando vilarejos. O núcleo que formaria Igarapé consolidou-se em torno de um desses pontos de descanso.
No início do século XX, o então Povoado do Barreiro começou a ganhar estrutura física com a implantação de comércio rural, pequenas escolas particulares financiadas pelos próprios moradores (sendo a primeira professora registrada Maria Cândida de Oliveira Bambirra, por volta de 1908) e a construção de capelas. O avanço institucional ocorreu no dia 31 de julho de 1913, quando o cartório de paz e a residência do escrivão foram transferidos do distrito de São Joaquim de Bicas para o Barreiro, conferindo-lhe uma incipiente autonomia administrativa.
Em 1931, foi criado o distrito pela lei 50. Ainda em 1931, o decreto 10 002, de 30 de julho, transferiu a sede do distrito de São Joaquim de Bicas para o povoado do Barreiro, com o nome de Igarapé. Pertencia ao município de Pará de Minas. O decreto-lei 148, de 30 de dezembro de 1938, transferiu o distrito de Igarapé do município de Pará de Minas para o de Mateus Leme.
A luta travada por Miguel Henriques da Silva e outros em 1958 em prol da emancipação política do município viu nascer seus frutos quando, a 30 de dezembro de 1962, a Assembleia Legislativa do estado de Minas Gerais aprovou a Lei 2 764, criando o município de Igarapé. Igarapé ficou pertencendo ao município de Mateus Leme até 1963, época em que foi instalado o município de Igarapé. O município de Igarapé foi oficialmente instalado no dia primeiro de março de 1963, em sessão solene, realizada sob a presidência de Murilo de Oliveira.