Heimatgeschichte · Panambi ·

Panambi: História

Panambi: História

Até o advento dos colonizadores de origem europeia, a partir do século XVI, a região atualmente ocupada pelo município era habitada por índios guaranis e caingangues.
O território que hoje constitui Panambi fazia parte dos municípios de Cruz Alta e Palmeira das Missões. Antes da imigração de alemães e teuto-brasileiros, já viviam nessas terras cerca de 500 pessoas de origem brasileira.
O alemão Herrmann Meyer, em expedição ao Mato Grosso, tomou conhecimento, através de Carlos Dhein, da existência de terras férteis no Rio Grande do Sul. Em 1898, Meyer, através da Empresa Colonizadora Herrmann Meyer (que funcionou até o início dos anos 1950, quando faliu), comprou quase 2 mil hectares de terras do município de Cruz Alta. Pensava em trazer imigrantes de Württemberg, na Alemanha, projetando um reduto de alemães luteranos. A grande ocupação, porém, foi feita por teuto-brasileiros das antigas colônias de Estrela e Santa Cruz.
A política do governo brasileiro era de criar colônias mistas, fixando em um mesmo lugar pessoas de diferentes origens, como feito na vizinha Ijuí. No entanto, era permitida a ação de empreendedores individuais, o que abria caminho para colônias homogêneas como Panambi - nas propagandas, Meyer ressaltava que só aceitava colonos alemães, que possíveis "intrusos" já estariam se retirando da área e que havia poucos indígenas na região, nenhum na colônia. Meyer divulgou seu empreendimento na imprensa de língua alemã, primeiro na Alemanha e posteriormente nas "colônias velhas" e no Brasil como um todo. Em 1904, editou o “livreto” Ackerbaukolonien. Neu-Württemberg und Xingu in Rio Grande do Sul (Südbrasilien). Também utilizou-se de cartões postais, nas quais destacava suas semelhanças com a Alemanha.
Em 1899 foi fundada a colônia Neu-Württemberg ("Nova Vurtemberga"). Para promover os trabalhos de colonização, Meyer escolheu Dhein como administrador remunerado. Somente em 1919, após a Primeira Guerra Mundial, vieram para a região colonos naturais de Württemberg, com 178 famílias. Uma terceira onda de imigração envolveu luso-brasileiros na década de 1970.
Como empreendimento, porém, a colônia se mostrou vulnerável. Entre 1897 e 1900, a colonizadora teve um déficit maior do que o esperado. Houve, também, desvios de dinheiro feitos por Carlos Dhein, que resultou no rompimento da sociedade e sua quase falência.
Até 1908, pouco movimento aconteceu na colônia. Meyer decidiu terminar com seus negócios no Rio Grande do Sul, deixando a colônia para o Sínodo Rio-Grandense, o que não chegou a ser realizado.
Em 1901, a cidade de Neu Württemberg trocou sua denominação para Elsenau, em homenagem à esposa de Hermann Meyer, que se chamava Else. Em 1938, a cidade trocou seu nome para Pindorama. Em 1944, passou a chamar-se Tabapirã. No mesmo ano, adotou seu atual nome, Panambi. A região também chegou a ser conhecida como Salina, em referência a um conhecido morador, Francisco Manoel de Barros, que, no final do século XIX, possuía uma serraria e um engenho de farinha, além de vender sal, sendo chamado, por isso, de Chico Saleiro.
Em 1949 foi organizada uma comissão pela emancipação da cidade. A localidade, porém, não tinha o número suficiente de moradores, o que levou à ideia de incorporar a vizinha Condor, que pertencia a Palmeira das Missões. Condor, porém, não aceitou por entender que perderia território e arrecadação, começando uma propaganda negativa à iniciativa. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Panambi“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Mdlfalcon, CC BY-SA 4.0 – Wikimedia Commons