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São Fidélis: História

São Fidélis: História

A história de São Fidélis está intimamente relacionada ao estabelecimento de uma aldeia de indígenas guarulhos, coroados e puris, por dois missionários capuchinhos italianos, Pe. Frei Ângelo de Lucca e Pe. Frei Vitório de Cambiasca, às margens do Paraíba do Sul, no norte da então Província do Rio de Janeiro. A chegada desses missionários àquela região data de 1781, quando do governo do vice-rei Dom Luiz de Vasconcellos e Souza, tendo os capuchinhos sido direcionados por um agrupamento de indígenas já cristianizados ao território que hoje é a cidade de São Fidélis para alí estabelecerem uma aldeia e gozarem da proteção do governo colonial. A aldeia foi de fato estabelecida, num território não muito distante de algumas poucas fazendas que já existiam naquela região, então habitadas por colonos e escravizados. Em 1782 já há notícias de uma capela provisória erguida pelos missionários capuchinhos para dar assistência religiosa à população. O orago escolhido foi São Fidélis de Sigmaringa, frei capuchinho e proto-mártir da Congregação da Propagação da Fé, e dessa forma a região outrora conhecida como Gamboa foi rebatizada em homenagem ao santo padroeiro.
Em 1783 os missionários iniciaram a construção de um outro templo em substituição à capela provisória, que já começava a ruir em razão da utilização de materiais precários para compor sua estrutura. A obra foi concluída naquele mesmo ano e, para além de um espaço maior para a realização dos serviços religiosos, o edifício passou a contar também com um hospício anexo, onde passaram a residir os padres fundadores. Também contou o empreendimento missionário dos capuchinhos com o apoio dos fazendeiros locais, que lhe dispensaram os mais variados tipos de recursos e de mão-de-obra (escrava e livre) para a rápida conclusão das obras. Em 1785 houve a inauguração e a benção episcopal à nova igreja, também ela uma “igreja provisória” e anterior à atual, na qual estiveram presentes não apenas o próprio bispo diocesano Dom José Joaquim Justiniano Mascarenhas Castelo Branco, mas também o vigário da Vila de São Salvador (atual município de Campos dos Goytacazes) e o vigário da Vara. Encerrava-se assim a “primeira etapa” da construção de São Fidélis e de seu templo, conforme atesta o historiador frei Jacinto Palazzolo.
Ao final do século XVIII se iniciou a construção de um novo templo, dessa vez de forma definitiva, de modo a demonstrar a solidez do aldeamento missionário. O projeto dessa nova igreja foi feito pelo próprio frei Vitório de Cambiasca, novamente com o apoio dos habitantes da aldeia e dos fazendeiros locais. A licença do vice-rei para a construção da nova igreja, porém, só viria em 1797, quando de fato se iniciaram as obras que dariam forma ao atual templo do Santuário da Igreja Matriz de São Fidélis. Ao contrário da “igreja velha”, construída muito próxima às margens do Rio Paraíba do Sul, a “igreja nova” seria erguida mais ao centro daquela malha que começava a se urbanizar.
A eventual concessão de recursos governamentais acelerou o processo de construção da nova igreja, cuja pedra fundamental foi benzida e lançada no ano de 1799. As obras continuaram pelos anos seguintes e, em 1806, entrou na fase que o historiador Jacinto Palazzolo classificou como a “mais difícil”: a construção da cúpula e o erguimento da cruz de ferro em seu topo. Sucos e extratos de ervas da flora local foram utilizados para compor as pinturas sacras nas paredes do edifício que estava se desenvolvendo. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „São Fidélis“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Halleypo, CC BY-SA 3.0 – Wikimedia Commons