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Curitibanos: História

Curitibanos: História

=== Surgimento ===
Antes da colonização, o Planalto Catarinense era habitado por diversos povos indígenas, entre eles os caingangues e guaranis, povos que viviam fartamente adaptados ao clima e à geografia local, e que cujos ancestrais foram responsáveis pela plantação da grande mata de araucária. Possuíam uma cultura e tecnologia de ponta para viverem em harmonia com o ecossistema local. Com o avanço dos colonizadores nas áreas de campos, os indígenas foram massacrados e os sobreviventes fugiram para outros locais
O sargento-mor de cavalaria Francisco de Sousa e Faria recebeu a incumbência de construir a Estrada das Tropas (ou Caminho dos Tropeiros), sendo os trabalhos iniciados em 11 de fevereiro de 1728, começando em Araranguá e indo até Curitiba. Tais trabalhadores abriram picadões na mata fechada, tendo os insetos e doenças sido um dos maiores problemas naquele momento. No ano seguinte vieram até "campos chamados 'dos Curitibanos'", e chegaram ao destino final em setembro de 1730. Aproximadamente a 1732, o tropeiro Cristóvão Pereira de Abreu criou um atalho na rota de Sousa e Faria, partindo "das Tajucas" (atual Bom Jardim) passando por São Joaquim e por Lages e voltando ao picadão original na altura de 12 a 15 quilômetros após Ponte Alta. Vários caminhos e ramais foram sendo elaborados, o que tornou o "Entreposto de Nossa Senhora da Conceição dos Curitibanos" como o "Pouso" principal por ser um local de encontro entre os caminhos que vinham do "maior celeiro da América do Sul em gado bovino, equino e muar".
Em 11 de junho de 1869, a Vila de Nossa Senhora da Conceição dos Curitibanos emancipou-se de Lages através da lei número 626.

Em 26 de setembro de 1914, em plena Guerra do Contestado, um grupo de caboclos atacou a cidade como resposta a ataques anteriores. Eles possuíam nesse momento o apoio dos oligarcas inimigos do Coronel Albuquerque, oligarca local e então superintendente municipal. Conforme relatos, o objetivo era matar o coronel, que havia fugido para Blumenau, e havia ordenado um ataque anterior ao povo caboclo em Taquaruçú. Como não o encontraram, os caboclos puseram fogo na vila causando a destruição de dezoito casas, entre as quais estavam a casa do coronel, as instalações do jornal "O Trabalho" de propriedade do coronel, a Intendência Municipal (sede do poder), a estação telegráfica, cinco estabelecimentos comerciais, a cadeia pública e o cartório de registro de imóveis. As casas dos simpatizantes dos jagunços e as que possuíam fotos do Monge João Maria foram poupadas. Ninguém morreu durante este acontecimento histórico, mas causou um enorme atraso no desenvolvimento (em 1937 apenas 35 novas casas haviam sido construídas). O ataque a prédios públicos mostra que a revolta do povo caboclo organizado era contra os políticos e oligarcas locais que, associados ao grande capital representado pela empresa Lumber & Colonization Company, iniciaram um processo radical de expropriação e mercantilização do território e destruição do modo de vida caboclo.
A história de Curitibanos registra, ainda, graves episódios ocorridos ao longo da sangrenta Guerra do Contestado, que envolveu as populações marginalizadas da região, vindas não somente das expulsões que a companhia "Southern Brazil Lumber & Colonization Company" promoveu na região da ferrovia "São Paulo-Rio Grande", mas também dos trabalhadores dela dispensados, e as forças armadas estaduais e os grandes fazendeiros da região. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Curitibanos“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Fabricio F. Almeida, CC BY 3.0 – Wikimedia Commons