Heimatgeschichte · Santa Maria da Vitória ·

Santa Maria da Vitória: História

Na época da chegada dos colonizadores europeus ao Brasil (século XVI), a porção central do país era ocupada por indígenas do tronco linguístico macro-jê. Particularmente, a região de Santa Maria da Vitória era ocupada por índios Acroás, um subgrupo dos índios Xacriabás, sendo estes um grupo indígena que habita a margem esquerda do rio São Francisco.
A história do município se inicia no ano de 1792 com a vinda do fidalgo português André Afonso de Oliveira, natural da cidade do Porto que, em contato com seus conterrâneos que residiam na província da Bahia, adquiriu alguns alqueires de terra às margens de um rio de águas claras que logo recebeu o nome de Corrente. Nessa época, o Oeste da Bahia pertencia à província de Pernambuco e tinha o nome de Comarca do Rio de São Francisco. Esta vasta região pertenceu a Pernambuco até meados de 1824. D. Pedro I a desligou do território pernambucano como punição pelo movimento separatista conhecido como Confederação do Equador. Este foi o último território desmembrado de Pernambuco, impondo àquele estado uma grande redução da extensão territorial, de 250 mil km² para os 98.311 km² atuais. Após três anos sob administração mineira, a região foi anexada à Bahia em 1827. Nesta época, a região que hoje compreende o município de Santa Maria da Vitória, pertencia ao município de Carinhanha.

Em virtude dos grandes baixios alagados às margens do Rio Corrente, o português foi obrigado a mudar para o centro de suas terras, acampando e instalando a sua moradia em um local distante três léguas para dentro, que logo recebeu o nome de Arraial do Brejo do Espírito Santo. Com ele, vieram as primeiras mudas de cana de açúcar que cultivavam nos sítios Maranhão e Arrependido. O português tinha nove filhos, sendo seis homens e três mulheres. O mais velho (Joaquim Afonso de Oliveira) lhe substituía nas lides cotidianas. Atualmente, há uma praça no centro da cidade em homenagem aos seus primeiros moradores: Praça dos Afonsos. André Afonso de Oliveira foi sepultado na Capela do Divino Espírito Santo por ele construída com a ajuda dos seus escravos. Lodo depois de sua morte, o seu filho Joaquim foi agraciado com a patente de Oficial da Guarda Imperial.
O tenente-coronel Joaquim Afonso de Oliveira aguardava a promessa do imperador para melhorar o Arraial do Brejo do Espírito Santo, quando foi surpreendido com a notícia da elevação do arraial de Curral das Éguas (atual Correntina) à condição de vila. Desgostoso com esse ato, Joaquim abandonou o Brejo do Espírito Santo e voltou para as margens do Rio Corrente, fixando-se em uma fazenda que recebeu o nome de sua terra natal: Porto, local que hoje é Santa Maria da Vitória.
Necessitando de carpinteiros para a construção de casas e de uma igreja, teve que fazer uma viagem até a cidade de Cachoeira, trazendo de lá o carpinteiro Antônio Pereira Façanha. Antônio construiu a casa grande dos Afonsos, bem como a igrejinha do Alto Menino Deus. Em 1840, viam-se apenas poucas casas, circundadas de frondosas gameleiras. Era, naquela época, o porto frequentado constantemente por tropeiros, que faziam transações comerciais, especialmente pela venda de rapaduras produzidas no Brejo do Espírito Santo. Quando a fazenda do Porto estava já bastante habitada, e também com a igreja matriz já em construção, pessoas da Vila de Curral das Éguas (atual Correntina) vieram abalar a paz da família Afonso. Os invasores eram chefiados pelo Capitão Severiano Antônio de Magalhães, com ataques à mão armada. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Santa Maria da Vitória“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0