Entre Rios (Bahia): História
O território do município de Entre Rios teve como primeiros habitantes os indígenas tapuias. Por volta do século XVI, ocorreu a primeira exploração das terras, por sertanistas, depois de um sistema português, o Sesmaria, autorizar a Casa da Torre de Garcia D'Ávila.
A ocupação da região do litoral norte da Bahia, no geral, começou com a chegada de Garcia D'Ávila no período que corresponde a metade do século XVI (acima citado), que recebeu de Tomé de Souza uma porção de terra entre os campos que correspondia hoje aos municípios de Mata de São João e de Jandaíra — foi onde deu início a ocupação e conquista dos povos portugueses da terra, subjugando os povos indígenas (tupis, tupinambás, massarandupiós, etc.), que ali já residiam, ao trabalho escravo.
Foi durante este tempo que Garcia D'Ávila construiu a Casa da Torre, local onde ficavam os seus descendentes, escravos, empregados e outras pessoas associadas e ele.
Assim no avanço das conquistas eles percorreram o ambiente dos rios Joanes, Inhambupe e Itapicuru em busca de riquezas. Já em terra entrerriense, começaram a dominar a região com práticas de agricultura e criação de gado.
Nesse mesma época, foi criado um porto na localidade hoje conhecida como Porto do Sauipe nas margens do rio Sauípe, para o transporte de materiais.
Os novos colonos ao verem que as terras eram férteis sentiram-se atraídos e se estabeleceram por ali formando o Povoado de Nossa Senhora dos Prazeres.
A partir daí edificaram uma capela, transformada em uma freguesia em 1848, com a denominação de Nossa Senhora dos Prazeres de Entre Rios, desmembrada da Freguesia do Divino Espírito Santo de Inhambupe. No ano de 1872, o povoado, elevado à vila, teve o nome simplificado para Entre Rios.
O nome pelo qual hoje a então cidade é conhecida se deveu ao fato de o seu território estar localizado entre os rios de Inhambupe e Subaúma, tendo conservado, portanto, o mesmo nome do antigo povoado.