Anchieta (Espírito Santo): História
Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam o sul do Espírito Santo foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, esta era ocupada pela tribo tupi dos temiminós.
A cidade de Anchieta tem sua origem ligada à aldeia jesuítica de Iriritiba, também chamada Reritiba, termo de origem tupi que significa "muitas ostras" ou "ajuntamento de ostras", pela junção dos termos reri (ostra) e tyba (ajuntamento). A aldeia foi criada pelo padre José de Anchieta, como local de catequese dos índios. O ano exato em que Reritiba foi fundada é incerto, mas se considera o dia 15 de agosto como aniversário de sua fundação. Também se sabe que a primeira Igreja Nossa Senhora da Assunção e residência dos jesuítas, que posteriormente deu origem ao Santuário Nacional de São José de Anchieta, são datados de 1579.
Padre José de Anchieta se transferiu definitivamente para o Espírito Santo em 1587, vindo a falecer em Reritiba em 9 de junho de 1597. Nesse período, produziu grande parte de sua obra literária e dramática. Com a expulsão da Companhia de Jesus das terras portuguesas em 1759, o que incluía o Brasil Colônia, a aldeia de Reritiba recebeu o foro de vila com o nome de Vila Nova de Benevente. Logo após a partida dos jesuítas, a vila passou por um período de decadência devido à desocupação da região pela maioria dos nativos.
A vila ganhou impulso em sua economia com a chegada, pelo porto de Benevente, de milhares de colonos italianos a partir de 1875. Uma considerável leva de imigrantes se fixou no distrito de Alto Pongal, mas áreas de todo o atual município receberam forasteiros. Vários também seguiram o curso do rio Benevente rumo a núcleos de colonização oficiais no interior do Espírito Santo.
Em 12 de agosto de 1887, a vila foi elevada à condição de cidade, recebendo um novo nome: "Anchieta", em homenagem ao famoso santo jesuíta que ali viveu e morreu no século XVI. Foi em Anchieta, em 1968, que o padre Umberto Pietrogrande fundou o Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (MEPES) e a primeira Escola Família Agrícola no Brasil.