Heimatgeschichte · Peixoto de Azevedo ·

Peixoto de Azevedo: História

Peixoto de Azevedo: História

A história da cidade de Peixoto de Azevedo iniciou-se na década de 1970, período da corrida do ouro na região do atual estado do Mato Grosso.
O nome do município se refere ao Rio que banha seu território, cujo nome foi uma homenagem a Antônio Peixoto de Azevedo, tenente de milícias que, em 1819, comandou uma expedição pela região, em busca de formas de transportes em direção a Belém, já que a única opção era a chamada "Navegação Paranista." A expedição também nomeou diversos rios, como o Arinos, o Teles Pires e o Rio Sangue.
São poucos os registros históricos desse período, daí deriva a dificuldade de apontar mais detalhes dessa expedição. Sabe-se que a missão retornou à origem sem encontrar resultados satisfatórios.
Por isso, a região não foi habitada até a década de 1970, quando o Governo Brasileiro decidiu construir grandes estradas para cortar a Amazônia. Nesta época, os índios Paraná foram expulsos desta região. Também denominados Índios Gigantes ou Krên-aka-rorê, eles viviam às margens do Rio Peixoto e foram conduzidos até o Parque Indígena do Xingu pelos Irmãos Villas-Bôas. A partir de então, o 9º BEC - Batalhão de Engenharia e Construção passou aos trabalhos para a abertura da rodovia Cuiabá-Santarém, hoje conhecida como BR-163; o que inibiu a atividade garimpeira e a construção de barracas ao longo da rodovia.
Em 1979, encontraram ouro na localidade e a notícia se espalhou rapidamente, provocando uma inevitável "corrida do ouro". Milhares de pessoas, principalmente das regiões Norte e Nordeste, chegaram a Peixoto de Azevedo em busca do lendário "bamburro". Além deles, muitos colonos recém-chegados da região Sul, que haviam sido trazidos pelos projetos de colonização públicos ou privados, mudaram-se para Peixoto de Azevedo e tornaram-se garimpeiros.
As minas Peixotenses forneceram mais de 1.000 quilos de ouro por mês durante vários anos. De modo que Peixoto de Azevedo foi responsável por cerca de 10% de toda a produção nacional de ouro a década de 1980 e no início da década de 1990.
O povoado nasceu onde, atualmente, é a Rua do Comércio e a região chegou a ter mais de 90.000 habitantes, com alto índice populacional. A Cooperativa Mista de Canarana foi chamada para ajudar a resolver a desorganização social por meio da regularização fundiária junto ao INCRA. A planta da futura cidade foi projetada pelo arquiteto Pedro Kist. Um grupo de pessoas representantes da sociedade de Peixoto criou uma comissão pró-emancipação, liderada por Romilda Araújo, João Amaro, Joaquim Fernandes dos Santos Filho, Djalma Viana, Atílio Neves e José S. de Oliveira. Uma das conquistas foi a elevação de Peixoto de Azevedo a distrito de Colíder, em 16 de dezembro de 1981.
A solenidade de instalação oficial aconteceu em 15 de fevereiro de 1982. A emancipação como município foi buscada pela comissão, com o apoio do deputado Roberto Cruz, e aconteceu em 13 de maio de 1986, promulgado pelo governador Júlio José de Campos. A implantação do Município ocorreu no dia 1 de janeiro de 1987, sendo Leonísio Lemos Melo Júnior o primeiro prefeito. No mesmo dia, também foi eleita a primeira Câmara de Vereadores.
O confisco do Governo Collor, ocorrido nos anos 1990, abalou o desenvolvimento do município de Peixoto de Azevedo. A partir do século XXI, o município passou por crises político-administrativas, desacelerando ainda mais o seu desenvolvimento.
Atualmente, Peixoto de Azevedo se encontra em avançado processo de desenvolvimento rural e urbano. …

von Fremdinhalte · Regionauts

Quelle: Text: Wikipedia – „Peixoto de Azevedo“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Earth Science and Remote Sensing Unit, Lyndon B. Johnson Space Center, Public domain – Wikimedia Commons