São Bento (Paraíba): História
No final do século XIX, às margens do Rio Piranhas, habitava um senhor conhecido como Catonho, com sua família e alguns moradores de sua fazenda conhecida como Cascavel. Tradicionalmente, conta-se que um sacerdote de nome desconhecido, de passagem pelas terras de Catonho, com destino à cidade de Pombal, para a celebração da Festa de Nossa Senhora do Rosário, teria batizado o lugar de São Bento, tradicionalmente tido como o padroeiro contra ataques de serpentes. Morrendo Catonho, seu filho, Manoel Vieira, juntamente com seu primo, Leandro Pinto, que vivia numa propriedade vizinha, iniciaram um trabalho de desenvolvimento com a finalidade de aumentar o núcleo, agrupando moradores e crescendo o número de habitantes.
Curiosamente, apesar do nome, São Sebastião foi escolhido como padroeiro do local, e em sua honra, foi construída uma capela, concluída em 1889. A primeira missa foi celebrada pelo padre Emídio Cardoso. O sino foi doado pelos dois fundadores. Atualmente, o sino foi movido para a Igreja Matriz de São Sebastião.
Assim como Belém do Brejo do Cruz e São José do Brejo do Cruz, as terras de São Bento faziam parte do município de Brejo do Cruz. Desde a fundação, São Bento começou a progredir já com alguns teares manuais fabricando redes de dormir. O aquecimento da economia e o aumento das ofertas de trabalho no lugar, a comunidade passou a buscar a sua emancipação da cidade vizinha, que veio efetivamente dia 29 de abril de 1959, através da lei estadual nº 2073, assinada pelo então governador Pedro Gondim. A partir daí o município transporia novos horizontes.