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Exu (Pernambuco): História

Exu (Pernambuco): História

Nos primeiros anos do século XVIII teve início a povoação de Exu, decorrente dos contatos do povo indígena Ançu ou Açu, identificado com a nação cariri, com fazendas vinculadas à Casa da Torre, à margem do rio São Francisco, habitada por proprietários e procuradores baianos estabelecidos na capitania da Baía de Todos os Santos.
Os indígenas, já em contato com os vaqueiros dessas fazendas, levaram estes às suas moradias e ao regressar, os vaqueiros informaram aos patrões que as terras onde moravam os indígenas eram fartas em fontes de águas e os terrenos dotados de boa qualidade para o cultivo e a criação animal. Após ter tomado conhecimento sobre a região, esses fazendeiros a colonizaram, expulsando os indígenas que ocupavam tradicionalmente a área e aldeando os remanescentes.
Logo após essa invasão por colonizadores luso-brasileiros, chegaram alguns jesuítas, que ali permaneceram por alguns anos, até partirem da região, deixando apenas vestígio de sua estadia, pois construíram uma capelinha ao Senhor Bom Jesus dos Aflitos, que tornou-se o padroeiro da cidade. Reflexo disso foi a criação em 1734 da freguesia do Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Exu.
Conforme algumas fontes da memória local, a colonização contemporânea do município teria ocorrido no século XVIII, pelos portugueses, teve à frente o colono português Joaquim Pereira de Alencar, o qual era avô do Barão do Exu e antepassado do escritor e político cearense José de Alencar.
Em 1817, após a Revolução Pernambucana, ocorreu a prisão em Recife da comerciante e revolucionária Bárbara de Alencar, exuense descendente dos primeiros colonos portugueses que se estabeleceram na região e a Fazenda Caiçara, situada no território da freguesia de Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Exu e pertencente à família Alencar foi confiscada.
Durante a época do Brasil Imperial, o povoado de Exu foi elevado à categoria de vila no ano de 1846. Três anos depois, houve a transferência da sede do termo para Ouricuri por uma lei datada de 1849, a qual se seguiu a várias outras leis que conferiu instabilidade na formação do poder local.
Essa instabilidade institucional no estabelecimento do ente local exuense pode ser observada na lei de 1858 que restaurou a categoria de vila para Exu, na lei de 1862 que retrocede esse estatuto ao anexá-la à comarca de Cabrobó; na lei de 1863 que transferiu a vila para Granito; na lei de 1872 que a transforma em sede de freguesia; na lei de 1874, que novamente a restaurou na categoria de vila; na lei de 1881 que elevou-a ao estatuto de comarca; e na lei de 1883 que lhe tirou esse mesmo estatuto.
No final do Brasil Império, o município foi instalado em 7 de junho de 1885, passando a ser autônomo em 9 de julho de 1893, logo após à Proclamação da República, em face a lei n. 52, de 3 de agosto de 1892, quando foi designado como seu primeiro prefeito Manoel da Silva Parente. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Exu (Pernambuco)“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Allan Patrick from Mossoró, Brasil, CC BY-SA 2.0 – Wikimedia Commons