Santana do Acaraú: História
O povoamento da região do Baixo Acaraú, onde se localiza Santana do Acaraú, foi impulsionado pela chegada de colonos e fazendeiros portugueses, muitos dos quais já estavam estabelecidos em Pernambuco e nas capitanias vizinhas (Paraíba e Rio Grande do Norte). Esses migrantes, fugindo das guerras com os holandeses e buscando novas terras para a expansão da pecuária, migraram para o interior do Ceará através das chamadas "entradas dos Sertões de Fora".
No início do século XVII, Frei Cristóvão de Lisboa, custódio do Maranhão, empreendera, em 1626, viagem ao Fortim de Nossa Senhora do Amparo, em companhia de 4 padres e 25 homens de armas, quando, acossada a comitiva pelos indígenas tapuios, refugiou-se em local que corresponde as terras do atual município de Santana do Acaraú.
No dia 26 de agosto desse ano, num serrote próximo ao rio Acaraú, no lugar onde existia um jorro d’água (Serrote do Olho D’água), frei Cristóvão instalou a imagem de Sant’ana, que trouxera consigo, prometendo ali erigir sua capela.
Somente em 1733 o padre Antônio dos Santos Silveira, escrivão do Cura da povoação de Caiçara, comprou terras no Olho D’água, ao Coronel Sebastião de Sá e ao Sargento-mor Antônio de Sá Barreto no lugar Curral Velho, onde está a cidade, construiu a Capela de Sant'Ana.
O distrito foi criado como Santana pela lei provincial nº 470, de 29 de agosto de 1848. Elevado à categoria de vila como Santana do Acaraú pela lei provincial nº 1012, de 3 de novembro de 1862, desmembrado de Acaraú, e instalado em 7 de julho de 1863. Elevado à cidade pela lei nº 1740, de 30 de agosto de 1876. Passou por renomeações e desmembramentos ao longo dos anos. Em 1911, era composto por dois distritos: Santana e São Manuel do Marco. Até 1989, vários distritos foram criados e desmembrados, resultando nos atuais oito: Santana do Acaraú (sede), Bahia, Baixa Fria, Barro Preto, João Cordeiro, Mutambeiras, Parapuí e Sapó.