Heimatgeschichte · Conchal ·

Conchal: História

Conchal: História

De acordo com pesquisas arqueológicas desenvolvidas em Mogi Mirim, município vizinho a Conchal, os primeiros vestígios da presença humana na bacia do rio Moji Guaçu datam de mais de 8.000 anos Antes do Presente. Encontrados no sítio Bela Vista 2, trata-se de remanescentes materiais de antigos grupos caçadores-coletores, produtores de diversos artefatos em pedra lascada. Antepassados de populações indígenas atuais, esses primeiros grupos se deslocavam com regularidade pela região, escolhendo topos de morros e terraços fluviais para construção de seus acampamentos e aldeias.
Por volta do primeiro século da Era Comum, grupos indígenas mais numerosos, detentores de técnicas agrícolas e de produção de cerâmica, teriam começado a se instalar por todo o nordeste paulista. Em geral, a dieta alimentar desses grupos era composta por plantas ricas em carboidratos (como o milho e a mandioca), frutos, raízes e nozes silvestres, além da proteína obtida através de pesca e caça. Também teriam plantado várias espécies não alimentícias, como cabaças, tabaco, algodão e urucum. Em geral, essas populações ameríndias são associadas às tradições ceramistas Tupiguarani e Aratu-Sapucaí, frequentemente identificadas em sítios arqueológicos ao longo dos vales dos rios Pardo e Mojiguaçu.
Durante o período colonial português, iniciado no século XVI, expedições em busca de indígenas e metais preciosos frequentemente atravessavam o atual nordeste paulista, embora existam poucos relatos acerca das filiações étnicas dos grupos ameríndios que habitavam esse trecho do rio Mojiguaçu. De acordo com o Mapa Etno-Histórico do Brasil e Regiões Adjacentes, produzido pelo antropólogo teuto-brasileiro Curt Nimuendajú, a região era habitada por povos Tupi e Tamoio ainda nos primeiros dois séculos de dominação lusitana.
O principal caminho utilizado pelos portugueses na região era o chamado “Caminho do Anhanguera”, Estrada dos Goyases ou simplesmente Caminho de Goiás, através do qual se alcançavam as minas de ouro no atual estado de Goiás, descobertas na primeira metade do século XVIII. Em suas margens foram paulatinamente criadas fazendas, pousos, cavalgaduras, e povoados, dando origem a municípios como Mogi Mirim e Mogi Guaçu. De maneira geral, os núcleos de povoamento fundados ao longo do Caminho serviam principalmente como pontos de paragem de tropas e viajantes em direção às minas de Goiás, sendo também comum o cultivo de mandioca, cana, feijões, algodão e milho nos arredores desses locais.
Até o início do século XX, a região de Conchal permaneceu habitada de forma bastante esparsa, sendo que a maior parte do território era formado pelas fazendas Nova Zelândia, Ferraz e Leme. Além dessas três, ao menos um documento de início do século XX menciona uma outra fazenda na região, batizada com o nome de Conchal. Em 28 de março de 1911, essas terras foram divididas em dois núcleos coloniais pelo Decreto n° 2020, os quais foram batizados de “Visconde de Indaiatuba” e “Conde de Parnaíba”. Parte da política estadual de povoamento de áreas consideradas produtivas do interior paulista, esses núcleos coloniais eram formados por lotes de dez e vinte alqueires, sendo geralmente voltados para imigrantes recém-chegados da Europa.

Nos anos seguintes, a inauguração da Estrada de Ferro Funilense e de uma estação ferroviária, além de obras de saneamento custeadas pelo Estado para evitar a disseminação da malária, fizeram com que os dois núcleos coloniais atraíssem novos moradores para a região. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Conchal“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Marcelo Luiz Lombi, CC BY-SA 3.0 – Wikimedia Commons