Heimatgeschichte · Nazaré ·

Nazaré (Bahia): História

Nazaré (Bahia): História

A partir da segunda metade do século XVI, colonizadores portugueses adentraram na região, na qual surgiria o município de Nazaré. Antes, porém, a região era ocupada por aldeias de tribos indígenas da etnia tupinambá. Fernão Cabral de Ataíde povoou a margem direita do rio Jaguaripe, recebendo esta a denominação de Sesmaria de Jaguaripe.
A ocupação colonial do município remonta a 1560, onde já existia um dos primeiros engenhos de açúcar da Bahia.
Natural de Silves, no Algarve, Fernão Cabral de Ataíde viera de Portugal para a Colônia na década de 1560, com idade entre 25 e 30 anos, acompanhado de sua mulher D. Margarida da Costa, nascida em Moura, e seus sogros: Manoel da Costa e Beatriz Lopes de Gouveia.
Gabriel Soares de Souza, Senhor de Engenho que escreveu o “Tratado Descritivo do Brasil em 1587”, e tinha a sua fazenda bem próxima a de Fernão Cabral, enaltece o engenho de Cabral, afirmando ser este um dos mais ricos do Recôncavo.
Em relação às suas terras, para saber como as conseguiu, precisa-se remontar ao período do governador Duarte da Costa. Com a volta do governador Tomé de Souza para o Reino, assumiu o cargo como governador D. Duarte da Costa. Nesse período, vários foram os levantes indígenas. Contra estes, o governador enviou seu filho D. Álvaro de Costa, como Capitão, para frear os gentios, por tal empreitada foram concedidas a este último, pelo rei D. João, no ano de 1566, uma banda das terras entre o Rio Paraguaçu e o Rio Jaguaripe, mais o título de Capitão General e de Governador da Capitania do Paraguaçu.
Gabriel Soares de Souza afirma que as terras pertencentes a D. Álvaro da Costa, descendo sobre a mão direita do Rio Paraguaçu, estavam povoadas por muitos moradores, porém nenhum engenho, mas descendo o rio encontravam-se várias fazendas. No seu lado direito, o engenho de Lopo Fernandes e a capela de Nossa Senhora da Graça, em seu lado esquerdo o engenho de Antonio Adorno. Antes de chegar ao Rio Jaguaripe, as terras já eram totalmente despovoadas, provavelmente devido ao valor do foro cobrado por D. Álvaro da Costa.
Descendo o Jaguaripe até uma cachoeira que estava a cinco léguas da barra. Junto a esta cachoeira, sobre a mão direita do rio, se encontrava o Engenho de água de Fernão Cabral de Ataíde, construído nas terras do rei, portanto livre de todo o foro e do domínio de D, Álvaro da Costa, não tendo nenhum tipo de ligação com as terras deste.
O também Senhor de engenho Gabriel Soares e vizinho de Fernão Cabral, descreve o engenho como uma obra muito formosa e ornada de nobres edifícios, casas de vivenda, oficinas e uma capela dedicada a São Bento, além do casarão do próprio Cabral. Seria um engenho hidráulico, um dos mais caros para o século XVI.
A residência seria, então, o sobrado (ou casa grande), da Fazenda, a data existente na fachada é de 1585. Era um casario imponente, de dois pavimentos, o da parte térrea atingia metade da área construída. Havia largos cômodos amparados por colunas grossas e uma arcada sob a escada que dava ingresso ao primeiro pavimento. No andar, digamos nobre da edificação, na parte da frente, surgem duas amplas salas e, no tocante ao que resta do pavimento, se encontram sete quartos com inúmeras janelas, exceto um, o cômodo central. Ao todo possuía 32 janelas, duas portas de acesso pela frente e uma porta lateral. …

von Fremdinhalte · Regionauts

Quelle: Text: Wikipedia – „Nazaré (Bahia)“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Earth Science and Remote Sensing Unit, Lyndon B. Johnson Space Center, Public domain – Wikimedia Commons