Marapanim: História
Os fundamentos históricos do município remontam ao início da segunda metade do século XVII, quando os religiosos da Companhia de Jesus chegaram ao Rio Marapanim para catequizarem os indígenas Pacajás, que habitavam uma aldeia onde hoje se localiza o povoado de Arapijó, o mais antigo do município. Já em meados do século XVIII, diversos colonos se instalaram às margens do Rio Marapanim, através da concessão de terras de sesmarias.
Já durante a primeira metade do século XIX, alguns moradores das vilas de Cintra e Curuçá, iniciaram o povoamento das terras de um pequeno engenho de propriedade participar, denominado "Bom Intento", situado à margem esquerda do Rio Marapanim, que se constituiu, posteriormente, como um povoado de mesmo nome.
Em 1861, Padre José Maria do Vale, então vigário de Curuçá, após vários fatores determinantes, adquiriu as terras do antigo engenho Bom Intento, mandando erigir uma capela, dedicada à Nossa Senhora da Vitória, que benzeu em 12 de outubro de 1862, data reconhecida como a fundação do município.
Em 21 de outubro de 1869, pela Lei provincial nº 610, é elevado a categoria de freguesia, com a denominação de Nossa Senhora da Vitória do Rio Marapanim, continuando porém a pertencer a Cintra e a Curuçá. A autonomia municipal veio em 4 de março de 1874, com a Lei Provincial n° 802, porém sua instalação só ocorreu quatro anos mais tarde, em 15 de janeiro de 1878, com a eleição dos vereadores e juízes de paz.
Alcançou o título de cidade em 6 de julho de 1895, pela Lei Estadual nº 324. Em dezembro de 1930, com a Revolução Varguista, o município foi extinto, através de um decreto, e entregue a Curuçá. Entretanto, menos de um mês depois, o decreto nº 111, de 21 de janeiro de 1931, tornou sem efeito a extinção.