Porto da Folha: História
Em novembro de 1807, Antônio Gomes Ferrão de Castelo Branco registrou seus títulos imobiliários na Câmara de Propriá, declarando ser de 30 léguas a extensão de suas terras, latifúndio que constituiu o morgado de Porto da Folha.
Porém, as raízes remontam ao século início XVII onde então, o atual município de Porto da Folha, foi uma sesmaria adquirida por Tomé Malheiros, que passou por vários proprietários até prosperar com Tomás de Bermudes no século XVII, fundando um curral e fazendo amizade com os índios, onde então seu herdeiro passa a ser proprietário do curral então chamado curral do buraco que prosperou uma povoação “A fazenda Curral do Buraco originou a povoação do Buraco, que em 19 de fevereiro de 1841 passou a se chamar Nossa Senhora da Conceição de Porto da Folha”, informa a Enciclopédia. Até hoje quem nasce em Porto da Folha é conhecido por buraqueiro. Os moradores mais antigos acreditam que o nome Buraco surgiu porque a cidade é cercada de morros, dando a impressão de que fica em uma baixada.
Porto da Folha possui uma rica história e importante cultura. Inclusive, os municípios de Canindé do São Francisco e Poço Redondo também fizeram parte do município de Porto da Folha até que ganharem suas emancipações políticas. A Ilha de São Pedro antigamente era a sede do município e depois a Ilha do Ouro até a sede ser transferida para à atual cidade de Porto da Folha. Também a única comunidade indígena do estado de Sergipe estar no município de Porto da Folha, no povoado da Ilha de São Pedro. Para se ter uma ideia do tamanho da cultura de Porto da Folha, à maior festa de gibão do Brasil mais conhecida como vaqueijada de pega de boi no mato é a de Porto da Folha, realizada no mês de Setembro. É também um dos poucos lugares do Nordeste que se tem três raças distintas, que são branco, negro e indígena, tudo isso proveniente de sua rica história. Por esse motivo é difícil falar em Sergipe sem falar em Porto da Folha pelo seu legado que deixou e continua influenciando muitas e muitas região à fora.
A Igreja da Ilha de São Pedro é tombada pelo Governo do Estado de Sergipe desde 1984. Construída em alvenaria de pedra, sua história remonta o início da colonização da região no século XVIII. A sua atual aparência é fruto das transformações que sofreu na segunda metade do século XIX. É interessante observar que o estilo dos altares laterais é o mesmo do cemitério que fica cem metros ao fundo da igreja e que possui data de 1885 inscrita em seu pórtico. A igreja foi restaurada em 2011.
Ao lado da igreja também há uma ruína que teria sido o antigo convento dos frades capuchinhos, também construída em alvenaria de pedra da região.