Brodowski: História
O surgimento da cidade de Brodowski está ligado aos projetos de expansão da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, no final do século XIX. Em 1873 foi iniciada a construção da ferrovia Campinas a Mogi-Mirim, com ramal até a cidade de Amparo e, posteriormente, até às margens do Rio Grande, passando por Casa Branca e Franca.
Os trilhos cortaram as terras da Fazenda Belo Monte, entre Jardinópolis e Batatais. Após a inauguração da estação de Batatais, em 3 de outubro de 1886, com a presença do imperador D. Pedro II e sua esposa, a imperatriz Teresa Cristina, o dono da fazenda, coronel Lúcio Eneas de Melo Fagundes, propôs à companhia a doação de uma área em suas terras para a construção de uma estação. A ação foi apoiada pelos vizinhos do coronel, e a Cia. Mogiana recebeu com simpatia a ideia. O inspetor-geral da companhia na época, o engenheiro polonês Alexandre Brodowski, foi o responsável pelo encaminhamento do pedido e pela construção da estação. A estação foi inaugurada em 5 de setembro de 1894, com armazém e pátio de manobras, e recebeu seu nome em homenagem a ele.
No local da estação começou a crescer um povoado, que viria a se tornar o município de Brodowski. A emancipação da localidade, elevada à categoria de município, ocorreu por meio da Lei n.º 1381, em 22 de agosto de 1913. Na ocasião, o presidente do Estado era Francisco de Paula Rodrigues Alves, enquanto Altino Arantes era o secretário do Interior.
Brodowski abriga o Seminário Maria Imaculada, que chegou à cidade na década de 1960, trazido por Dom Luís do Amaral Mousinho, arcebisbo de Ribeirão Preto.
Brodowski é ainda reconhecida como a "Terra de Portinari", por ser o local de nascimento do famoso pintor Candido Portinari.