Tanabi: História
Em 1860, às margens do Rio Jataí, no local onde hoje é a Praça "Stélio Machado Loureiro", antes chamada "24 de Outubro", o terreno fora convenientemente montado e, da clareira aberta na mata em volta, o índio Joaquim Francisco de Andrade (Joaquim Chico), remanescente da tribo dos Caiapós, construiu uma choupana, onde instalou uma venda, após abrir uma picada que ligava o local às proximidades de São José do Rio Preto, de onde trazia cachaça, fumo, rapadura e outros produtos, os quais comercializava no local.
Foi considerado o primeiro habitante do local, embora houvesse outros residentes nas cercanias, junto à confluência dos rios Jataí e do Mangue, ou Bacuri, onde repontavam raras choupanas onde viviam pacatos roceiros.
Em 4 de julho de 1882, foi erguido um cruzeiro, marco da fundação do arraial de Jataí, nome primitivo conservado até 1907. Tomaram parte no ato não só o fundador Joaquim Chico como, ainda, Hilário de Souza Rozendo, Agostinho Pereira, Manoel Francisco da Silva, Joaquim Euzébio e Bento Perez de Souza, este último carpinteiro ao qual confiaram a incumbência de lavrar o madeiro que, a golpes de enxó, lavrou o rijo cerne e o transformou em símbolo de suas aspirações religiosas, o qual foi considerado o marco da fundação.
Na data epigrafada, num meio dia estival, lá estavam os moradores reunidos e irmanados por um só desejo – conduzir, em procissão, o pesado lenho de rija aroeira. Feito isto, postaram-no para descanso ao lado de profunda escavação recém-aberta na terra vermelha e dadivosa. Entre vivas e rojões, salvas de garrucha e gritos de alegria, é alçado o majestoso cruzeiro que, paulatinamente, toma posição vertical; seus braços sagrados, onde se divisam os instrumentos de suplício a recordar a divina imolação, proclamam, altissonantes, que, na zona pioneira do Estado, mais uma citânia surgia que, desde então, batizaram com o expressivo topônimo Jataí.
Logo após, junto ao emblema da fé, num altar improvisado, todo enfeitado de flores silvestres, ajoelharam-se todos, contritos e piedosos, como convém às almas simples, a rezar o terço tradicional do interior brasileiro. E a tradição guardou o nome dos que tomaram parte nesse ato de fé e civismo, e foram personagens importantes na fundação da localidade, João Barbosa do Amaral, Leonildo Bataglia, José Siriani que foi prefeito em duas ocasiões, e Polinice Celari, o alferes, como era conhecido, e que foi o primeiro subdelegado do local. Padres missionários vindos de São Francisco de Sales (MG), celebraram missa e os moradores da vizinhança festejaram o acontecimento.
Em 21 de maio de 1887, Francisco de Souza Lopes e sua mulher, Maria Francisca da Conceição, Joaquim José de Souza e sua mulher Gertrudes de Souza Martins e Maria Rosária da Conceição doaram o patrimônio da cidade composto de 75 alqueires e sob a de invocação de Nossa Senhora da Conceição, onde já havia uma capela, doação essa mais tarde confirmada por José Teodoro Ferreira Lemos e sua mulher.
E foi essa rústica ermida de palha que deu o nome ao lugar então conhecido por "Capela do Jataí" e que, nove anos mais tarde, em 1891, foi substituída pela igreja feita de tijolos.
Em 1895, foram iniciados os estudos para abertura da estrada do Taboado, que foi concluída em 1900, e a partir daí o povoado passou a existir em função dessa estrada. Por ela tropas e boiadas, peões e boiadeiros formaram o ponto inicial do vilarejo.
Histórico da formação do município: …