Icatu: História
A praia de Santa Maria, no município de Icatu, foi onde ocorreu a célebre Batalha de Guaxenduba, na qual portugueses e franceses utaram pelo domínio do território maranhense. Os franceses tinham uma tropa composta de 400 homens fardados e 3.000 tupinambás e os portugueses tinham apenas 180 homens fardados e 200 indígenas tapuias. No entanto, mesmo com um pequeno exército, os portugueses saíram vitoriosos, tendo os lusitanos o crédito da vitória a Virgem Maria, o que gerou uma das lendas mais difundidas no território maranhense.
Após a batalha de 19 de novembro de 1614, foi assinado o tratado de tréguas entre os franceses e portugueses em 28 de novembro de 1614 e como, não foi cumprido, resultou na expulsão dos franceses. Em ação de graças pela vitória, os portugueses realizaram uma solene procissão num lugar denominado Águas Boas (Icatu na língua tupi) e construíram uma igreja em homenagem a Nossa Senhora da Ajuda.
Não há registros do modo de ocupação de Icatu, sendo as principais informações sobre o município oriundas de eventos históricos. O início da ocupação se deu num local denominado de Águas Boas, que deu origem a um arraial que não se localiza na atual cidade de Icatu.
Em 14 de março de 1633, foi criada a Capitania Subsidiária de Icatu, por Carta Régia. Em 1688, o Arraial de Santa Maria de Guaxenduba, fundado por Jerônimo de Albuquerque Maranhão, foi elevado a vila com o nome de Vila de Santa Maria de Icatu, a terceira mais antiga do estado, após São Luís e Alcântara.
Em 1698, um grave conflito com os indígenas cahicahises, que sofriam com a escravidão e o rapto, provocou a devastação da vila e dos engenhos, deixando 90 pessoas mortas em um deles.
Em 1702, houve a chegada de 28 famílias de colonos açorianos e os primeiros escravizados africanos, para a reconstrução da vila.
Em 30 de julho de 1755, a Câmara de Santa Maria de Icatu solicitou ao rei de Portugal para que a vila fosse transferida para outro lugar vizinho ao mar, em razão da sua decadência, tendo o rei respondido ao governador do Maranhão em 28 de abril de 1756, atendendo ao pedido. Da antiga vila, restaram os vestígios de um pequeno forte, cujo terreno serve atualmente como cemitério. A nova vila de Icatu ficou situada à margem direita do rio Munim.
Em 1805, o bispo D. Luiz de Brito Homem desmembrou a freguesia de Icatu na parte sul, dando origem à freguesia em Vargem Grande.
A vila de Icatu foi atingida pela Balaiada durante o Império.
A lei estadual n° 1.139/1924 elevou Icatu a cidade.
Do município de Icatu, foram desmembrados Humberto de Campos (1859), Morros (1898) e Axixá (1935).