Itabaiana (Paraíba): História
De ocupação inicial ameríndia, Itabaiana teve a sua origem colonizadora portuguesa em Maracaípe no ano de 1663. De acordo com o livro "História & Consciência do Brasil", de Gilberto Cotrim, esse município foi uma das principais frentes de batalha da Confederação do Equador (1824), um movimento separatista republicano que pretendia segregar as províncias do chamado "Brasil do Norte" sob a liderança de Frei Caneca. Este acusava a elite luso-carioca (família real) de só investir recursos nas regiões de mais altas latitudes do território que hoje denominamos "Brasil". Com relação às datas referentes à elevação do povoado de Itabaiana às categorias de vila, município, cidade, comarca e freguesia eclesiástica, há várias versões, assim narra Sabiniano Maia, em "Itabaiana – sua História – suas memórias de 1500 a 1975".
Sabe-se que o povoado de Itabaiana, que pertencia ao Município de Pilar, passou à categoria de vila pela Lei nº 723, de 1 de outubro de 1881, perdendo sua autonomia através da Lei provincial nº 800, de 8 de outubro de 1885. Entretanto, durante o governo de Venâncio Neiva, a localidade recuperou sua autonomia, voltando a status de Vila através do Decreto Estadual nº 14, de 23 de abril de 1890, desmembrando-se, mais uma vez, de Pilar. Esse mesmo governo, através do Decreto nº 06, de 26 de maio de 1891, eleva Itabaiana à categoria de cidade, ficando, assim, esta data como a data da emancipação política do município.
Após instalada a Comarca de Itabaiana, foram designados, para Juiz de Direito e Promotor Público, respectivamente os bacharéis Claudino Francisco de Araújo Guarita e José Lucas Pires de Souza Rangel.