Itinga do Maranhão: História
Em 1959, em decorrência da Rodovia Belém-Brasília, foi criado um pequeno povoado às margens do Rio Itinga, no estado do Maranhão. O rio, mais tarde, lhe emprestaria o nome. Fato ocorrido durante o governo do Presidente Juscelino Kubitschek, teve como primeiros moradores, Manoel Pereira de Carvalho (Manoel Ventinha), Manoel da Silva (Manoel Baixinho) e Manoel Barros (Manoel Tratorista), Darly Rosa e Nadir Campos oriunda do estado de Minas Gerais, quando a migração da cidade de Carlos Chagas - MG começou para o povoado de Itinga. Outro motivo que estimulou a sua criação foi a implantação do Posto Fiscal, na fronteira com o estado do Pará. Nesta época, incentivados pelo estado e pela promessa de terras e riqueza na nova fronteira amazônica, chegaram na região muitas famílias vindas de outros estados, principalmente Bahia, Minas Gerais, Ceará e Espírito Santo. Nessa época chegou a família de João Barbosa Botelho, cuja esposa Luíza Botelho Costa foi a primeira professora na localidade, na Escola Catulo da Paixão Cearense. Com vistas ao crescimento da localidade, instalou-se a Igreja Católica, tendo como primeiro padre o frei Noé. Em seguida, seu primeiro hospital, Cristo Rei, tendo, como médico, José dos Santos.
Itinga foi elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Itinga do Maranhão, pela lei estadual n° 6147 de 10 de novembro de 1994, desmembrado do município de Açailândia - MA. Inicialmente foi instalado o município com seus limites se estendendo entre a nascente do Rio Itinga e a margem esquerda do Rio Açailândia, na divisa com o então município de Carutapera. Posteriormente sofreu uma nova alteração, no ano de 2005, com a divisão do município de Carutapera, parte deste passou a integrar o município de Itinga, ganhando o perímetro atual com o igarapé Panemã no limite norte.
Durante a década de 70 a região viu florescer a indústria madeireira, contando com a disponibilidade e o grande estoque madeireiro da Amazônia, trazendo a instalação de muitas serrarias e movelarias na cidade, consequentemente atraindo outros tipos de investimento. O ciclo madeireiro durou até o início dos anos 2000, quando a disponibilidade do produto caiu pela conversão das florestas e a exploração não sustentável, o que levou muitas madeireiras a fecharam ou se deslocarem para outras frentes no interior da Amazônia. As terras abertas então proporcionaram um grande desenvolvimento da pecuária de corte, que hoje é uma das principais atividades econômicas do município.
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