Heimatgeschichte · Medeiros Neto ·

Medeiros Neto: História

Medeiros Neto: História

Um dos primeiros registros do ocupação humana na região foi a presença do povo indígena Pataxó, o qual foi expulso de suas terras tradicionais em razão da colonização do território pelo Império Português.
Este processo colonial foi intensificado após a independência do Brasil, principalmente no período posterior à Proclamação da República, quando o território passou a ser reocupado por colonos oriundos de Minas Gerais que desciam o rio Itanhém, além de agricultores baianos do Planalto de Conquista e da região de Itapetinga.
Deste modo, o núcleo populacional que deu origem à sede contemporânea do município de Medeiros Neto foi um povoado que surgiu à beira da barra do córrego Água Fria com o rio Itanhém, o qual se consolidou em razão da agropecuária e do extrativismo vegetal madeireiro.
De acordo com uma parte da memória oral medeirosnetense, a fundação da localidade está atrelada a figuras de desbravadores mineiros, a exemplo de Hermenegildo Neves da Silva e Chico "Braço Forte", que teria aparecido em 1912 em busca de madeira na região, ou dos primeiros posseiros que se estabelecem na área, mas que acabam revendendo as terras recém adquiridas, como é o caso de Guilherme Alves, o qual negociou suas posses na região para José Emídio. Este teria cedido gratuitamente as terras para Venceslau Falador, que teria se estabelecido em definitivo na região junto com sua esposa, Joana Maria dos Santos, quando constituiu a primeira propriedade rural habitada permanentemente na região, contribuindo para a formação de um dos primeiros núcleos familiares do povoamento contemporâneo.
Entre as décadas de 1910 a 1930, ocorreu um fluxo de novas famílias para a área, como a de Bento Chavier dos Santos e sua mulher, dona Generosa; a de João Xavier dos Santos; a de Lúcio Branco; a de Clementino dos Reis; a de Modesto Simão. Oriundas de Alcobaça, teriam sido as famílias de Pedro Felipe Correia; de Clemente Garibaldo; de Teotônio dos Santos; de João Preto; de Belizário Ferreira; de Justino Ferreira e de Eugênio Baiano; além do mineiro Iluminato Bomjardim, oriundo de Rubim de União.
Segundo outra parte da tradição oral medeirosnetense, esta povoação teria se iniciado com uma casa construída em 1928 pelo casal mineiro formado pelo comerciante Gaudêncio Gangá e Laudelina Ramos dos Santos. Perto desta casa, na década de 1950, veio a ser construída uma capela católica que posteriormente passou a ser conhecida como "Igreja Velha". No entanto, para a primeira tradição, ele teria sido um dos pioneiros no comércio local e não na moradia.
A chegada dos novos moradores na localidade contribui para o estabelecimento do povoado, que ficou conhecido como Água Fria, topônimo decorrente do córrego que margeava a localidade e que é um dos afluentes do rio Itanhém (ou rio Alcobaça). Em virtude da feira e alguns estabelecimentos comerciais, como o de Gaudência Gangá, o local também passou a ser conhecido como Comércio da Água Fria.
Durante a década de 1940, ocorreu uma grande enchente do rio Itanhém que resultou em uma epidemia de febre em toda região, inclusive no povoado de Águia Fria. A consequência desse desastre natural foi o fato de muitos de seus moradores abandonarem suas casas e se deslocarem provisoriamente para regiões próximas até retornarem em 1942, quando começaram a reconstrução do povoado atingido pela inundação do rio. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Medeiros Neto“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Earth Science and Remote Sensing Unit, NASA Johnson Space Center, Public domain – Wikimedia Commons