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Paraguaçu (Minas Gerais): História

Paraguaçu (Minas Gerais): História

Datam de cerca de há 11 500 anos os primeiros vestígios humanos identificados em Minas Gerais. Encontrados no sítio arqueológico Lapa Vermelha IV, município de Lagoa Santa (cerca de 380 km de Paraguaçu), os restos humanos atualmente conhecidos como “Luzia” são os mais antigos identificados em território brasileiro até o presente momento. Além disso, as características morfológicas dos vestígios esqueletais deste e de outros indivíduos apontam para uma diversidade genética considerável nos primeiros milênios do povoamento das Américas.
Embora sejam poucas as informações a respeito dos grupos indígenas que habitavam a região sul de Minas Gerais por volta do século XVI, quando teve início a colonização europeia, algumas fontes indicam a presença de Tamoios, Puris (também conhecidos como Coroados), Caiapós e Bororos. Os primeiros, falantes de um idioma relacionado ao tronco Tupi-Guarani, teriam habitado áreas próximas da atual divisa com o estado de São Paulo, junto à Serra da Mantiqueira. O termo "tamoio" vem de "ta'mõi", que, em língua tupi, significa "avós", provavelmente indicando que se viam (e provavelmente eram vistos) como grupos antigos nas regiões em que habitavam. Não obstante, algumas fontes indicam que os Tamoios teriam chegado às matas da Serra da Mantiqueira após o estabelecimento dos portugueses no litoral fluminense, o que indicaria uma fuga dessas áreas. Os territórios habitados pelos Puris, por sua vez, se estendiam por toda a região entre a margem direita do rio Doce e o vale setentrional do rio Paraíba do Sul. Já os Caiapós e Bororos habitavam áreas próximas do rio das Velhas e rio Grande. De acordo com documentos da época, os Caiapós eram frequentemente vistos como belicosos e hostis, resistindo por muitos anos à expansão portuguesa sobre suas terras. Embora o conhecimento sobre os costumes e tradições dos Caiapós segue limitado, sabe-se que estes contavam os meses por luas, faziam cerimônias fúnebres com danças e praticavam jogos como corrida com toras. Embora falantes de idiomas diferentes, Puris, Caiapós e Bororos são geralmente classificados como pertencentes ao tronco Macro-Jê.
Outros grupos indígenas também são mencionados pelos primeiros exploradores europeus na região, como os Cataguases (também citados em algumas fontes como Mandiboias), que teriam habitado os vales dos rios Sapucaí e Dourado durante os primeiros séculos de colonização portuguesa, e os Lopos. Estes últimos, de tão numerosos na região, davam nome à atual Serra da Mantiqueira até o século XVIII. Visto que todos estes grupos eram semi-sedentários, alterando seu assentamento de acordo com a disponibilidade de recursos ao longo dos caminhos terrestres e fluviais regionais, imagina-se que estes e outros tenham habitado de forma intensa a região meridional mineira. Suas casas eram, em geral, simples e pequenas, construídas com o entrelaçamento de folhas de palmeira, possuindo a tradicional rede de descanso e pequenas áreas de fogueira. Os diversos grupos indígenas que habitavam a região plantavam diversos tipos de cultivares, dentre eles o milho, algodão e tubérculos, bem como manejavam várias espécies de árvores, com destaque para a colheita de castanhas da sapucaia.
Além dos relatos escritos relativamente escassos, vestígios arqueológicos no município de Paraguaçu ajudam a reconstruir parcialmente a história da presença ameríndia nestas terras. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Paraguaçu (Minas Gerais)“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Rafael Lopes, CC BY-SA 3.0 – Wikimedia Commons