Ibirubá: História
Os primeiros indícios de povoamento de Ibirubá se localizam na área do atual distrito de Pinheirinho (localizado na área rural, a oeste da cidade), onde foi fundada uma redução jesuítica em 1630. Esta foi destruída 10 anos depois por uma missão bandeirante comandada por Manuel Preto, que tinha como intuito levar os índios para servirem de mão-de-obra escrava.
Por motivo da inauguração da estrada de ferro Santa Maria – Passo Fundo, em 1895, companhias de colonização, algumas com sede em Porto Alegre, transformaram as terras do norte do Rio Grande do Sul em um grande mercado imobiliário. Uma das colônias existentes nos cinco municípios que formavam o Rio Grande do Sul naquela época era a do Alto Jacuhy (nome referente à proximidade de suas terras das nascentes do Rio Jacuí), na área hoje correspondente ao município de Passo Fundo (que posteriormente desmembrou-se em diversos municípios), cuja ocupação ocorreu rapidamente entre 1897 e 1914 por causa da grande procura por colonos vindos das “Colônias Velhas”.Em 1896, iniciou-se oficialmente a colonização particular do terceiro Distrito de Cruz Alta – “Vallos”, hoje Santa Clara do Ingaí distrito do município de Quinze de Novembro, constituindo-se uma as mais antigas colonizações alemã desta região.Em 1898, a Empresa Colonizadora Serafim Fagundes & CIA fundou a Colônia General Osório, cujo projeto de colonização era a venda de terras a compradores em potencial, independentemente de sua origem étnica ou confissão religiosa.
A Empresa Colonizadora Serafim Fagundes & CIA, em meio ao cenário de colonização das terras de Cruz Alta, foi fundada em primeiro de outubro de 1898, tendo como sócios: o Coronel Serafim Fagundes da Fonseca, Diniz Dias Filho e José Annes. A empresa tinha como objetivo a compra e venda de terras para colonização, bem como o comércio de madeiras e de produtos industriais e manufaturados. Seu capital inicial era de Rs. 100:000$000. Não apenas pretendia realizar a venda em lotes para colonos (i)migrantes, mas também a venda de produtos de construção civil e produtos que garantissem o pleno desenvolvimento da colônia, tendo outra fonte de lucro além da venda das colônias.
O sócio Diniz Dias Filho era advogado e ex-deputado estadual pelo Partido Liberal, o qual designou-se à gerência da empresa, seu irmão José Annes Dias, morador e comerciante de Cruz Alta, era responsável pela conta bancária da Colonizadora. Já o Coronel Serafim Fagundes da Fonseca não ocupava, até onde conseguiu-se analisar, nenhuma posição na empresa, porém a Colonizadora carrega seu nome, levando a crer que ele contribuiria com seu nome, sua posição social e poder local e junto ao PRR de Cruz Alta, para facilitar na compra de terras (privadas ou públicas), agilizando os processos. Ele era proprietário de terras no Distrito do Vallos, e por ser o chefe republicano deste distrito, onde a Colônia General Osório foi fundada, pressupõe-se que Serafim Fagundes possuía influência na área e conhecia os demais proprietários e as condições que as propriedades estavam, isto é, se haviam construções, áreas de matas, pastos, plantações ou criação de animais.
O contrato de sociedade ainda possuía uma cláusula sobre a liquidação da empresa, levada a cabo os sócios concordassem em dissolvê-la, ou caso um dos sócios viesse a falecer, como de fato aconteceu em 1904, com a morte de Serafim Fagundes da Fonseca. …