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Paraisópolis: História

Paraisópolis: História

=== Do Campo do Lima a Paraisópolis ===
As terras onde hoje se situa a cidade de Camanducaia (na época conhecida como Jaguary) foi marco divisório entre Minas Gerais e São Paulo no início do século XVIII. Nessa época o bandeirante de Taubaté, Gaspar Vaz da Cunha, almejava colonizar além da Capela de Nossa Senhora do Bom Sucesso (hoje São Bento do Sapucaí), mas a população que nascia nas terras do Sapucaí, se formava principalmente de elementos mineiros das regiões de São João D'el Rei, Aiuruoca, Espírito Santo dos Cumquibus (Cristina), Campanha da Princesa, hoje Campanha, e das minas de Itajiba (onde hoje é a cidade de Itajubá), tendo em vista que os minérios dessas regiões estavam barrelando (gíria de mineradores que significa acabando). O comércio na região, que mais tarde se chamaria Campo do Lima, começava a se intensificar com vazão para Pindamonhagaba, Taubaté e Paraty.
Em razão disso o governo da província de Minas decide delimitar as fronteiras com São Paulo, prolongando essa questão pelos anos afora em incontidas lutas e refregas, tendo como testemunha a gigantesca Pedra do Baú. Em 1809 os mineiros de Jaguary abriram os caminhos até a nascente do Rio Sapucaí Mirim, em 1813. O capitão mineiro Manoel Furquim de Almeida instituiu a primeira colonização à margem direita do cobiçado Rio Sapucaí. Em 27 de abril de 1814 foram expulsos os paulistas pelo cadete mineiro Joaquim Carlos de Toledo, houve nova represália por parte dos paulistas.
Essas "prelengas", como se dizia naqueles tempos, perturbavam o crescimento e a radicalização dos mineiros, futuros fundadores do Campo do Lima, localizado bem próximo ao local das disputas. Após anos de conflitos as demarcações da fronteira foram realizadas, reinando na região ordem e paz, o que propiciou o povoamento intenso das glebas situadas nas margens do Sapucaí Mirim formando extensas fazendas de culturas e criações.
Por volta de 1820, o Guarda-mor Francisco Vieira Carneiro tomou posse da sesmaria (grande extensão de terras) doada por D. Pedro I. As terras foram exploradas pelo primeiro grupo de fazendeiros e colonos que aqui se instalaram. E devido a fertilidade da terra, que favorecia boas colheitas, o grupo se espandiu rapidamente.
Um dos fazendeiros deste grupo chamava-se José Alves Lima e era procurador do Guarda-mor Francisco Vieira Carneiro. José Alves Lima foi muito importante para a formação de nossa história, pois através de seu intermédio foi construída a primeira capela cujo orago seria para São José.
O Guarda-mor sentiu a necessidade de oficializar a construção da Capela dedicada a São José, para isso foi preciso recorrer ao Bispo de São Paulo, Dom Manoel Francisco Gonçalves de Andrade que era responsável por essa região. Naquela época os serviços religiosos necessitavam da autorização da coroa para serem realizados, o que resultou numa certa burocracia. Então o Guarda-mor delegou poderes ao seu procurador José Alves Lima para oficializar todos os atos perante o bispado de São Paulo e ao Imperador, inclusive a doação de suas terras para a construção da pequena capela.
Antes de 1827 a igrejinha já se encontrava ereta e o povoado era conhecido como Campo do Lima. Graças aos esforços de José Alves Lima o alvará para sua instalação foi concedido, por D. Pedro I, em 22 de outubro deste mesmo ano, mas sua oficialização só ocorreu seis meses depois. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Paraisópolis“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Jsfouche, CC BY-SA 3.0 – Wikimedia Commons