Caraúbas (Rio Grande do Norte): História
O Capitão Leandro Bezerra Cavalcante, veio de Pernambuco, com a finalidade de fixar residência em no município atendendo um convite do tenente-General Francisco de Souza Falcão, entre 1760 e 1770, e lá instalou uma fazenda de gado.
Em 1791, uma grande seca ameaçou exterminar o gado da região. Leandro da Cunha, devoto de São Sebastião, prometeu construir uma capela para o santo se surgisse água franca para a manutenção de sua fazenda. Cavando então um poço perto do riacho a água jorrou em abundância e nunca mais secou. A partir desse momento o poço passou a ser chamado de Poço de São Sebastião.
Construída a capela, as romarias e as festas religiosas realizadas atraíam para o local grande número de fiéis, que vinham até mesmo dos mais distantes sertões e, como a fazenda de Leandro não tinha nome, todos diziam que estavam indo para as “Caraúbas”.
O distrito de Caraúbas foi criado pela Lei n°250, de 23 de março de 1852 e elevado à freguesia pela Lei n°408, de 1 de setembro de 1858. Em 5 de março de 1868, através da Lei n°601, Caraúbas desmembrou-se de Apodi e tornou-se município do Rio Grande do Norte.
O primeiro nome dado a Caraúbas foi Várzea das Caraúbas; depois os índios Payacus chamaram Carahu-mba (fruta da casaca negra) – nome de uma árvore na linguagem indígena (tupy Guarany); logo após os tropeiros chamaram-na de Caraúbas, nome que passou ao Município e posteriormente à cidade.
Com o crescimento da povoação foi criado o Distrito de Paz de Caraúbas no dia 23 de março de 1852, pela Lei Provincial nº. 250, sendo instalado um Juizado de Paz, depois é que passou a Município e, mais tarde, a Cidade foi chamada de Caraúbas.