São Joaquim do Monte: História
A história deste município se confunde em um primeiro momento com a do município pernambucano de Bonito até a segunda metade do século XIX. Assim, a ocupação contemporânea desta localidade situada no Planalto da Borborema se iniciou no final do século XIX com a construção das casas das primeiras famílias (ex.: a de Manoel Quintino dos Santos, Manoel Caetano da Costa e a do "capitão" Manoel Antônio) e de uma capela católica em homenagem à São Sebastião. Nessa época, o povoado que surgiu passou a ser conhecido como "Casa Nova" de Aba da Serra, pois o lugarejo se localizava ao pé da serra, hoje Serra do Monte.
No século seguinte, em 1912, o povoado foi transformado em distrito pertencente ao município de Bonito, tendo mudado o seu nome para "São Joaquim", pela lei municipal nº 2, de 07/03/1912. Em 1915, foi construída uma nova capela sob a direção do Frei Epifânio e suporte do "coronel" José Joaquim de Melo, conhecido como "José Gameleira".
Historicamente associada ao fenômeno sociopolítico do coronelismo, o distrito se emancipou politicamente de Bonito na década de 1920, quando foi elevado à categoria de município e recebeu a denominação de São Joaquim, no dia 11 de setembro de 1928. Seu primeiro intendente foi o "coronel" Joaquim José de Lima, do Partido Republicano Conservador (PRC), proprietário de terras responsável pela mudança do padroeiro municipal de São Sebastião para São Joaquim, coincidindo com o seu nome pessoal, e vinculado à oligarquia tradicional pernambucana, especialmente ao então governador Estácio Coimbra, que havia sido, alguns anos antes, vice-presidente da República durante o governo do presidente Artur Bernardes.
Em 1943, o município passou a se chamar Camaratuba, recebendo em 31 de dezembro de 1948 a denominação atual de "São Joaquim do Monte".
Entre 1959 e 1996, a chefia do Poder Executivo municipal foi exercida de maneira ininterrupta pelo mesmo grupo político-partidário com origem na União Democrática Nacional (UDN, ARENA, PDS, PFL).