Cantagalo (Rio de Janeiro): História
Os primeiros habitantes do território de Cantagalo foram os índigenas Coroados e Goitacases, que desapareceram da região por volta de 1855. A colonização da área iniciou-se em 1760, quando o garimpeiro Manoel Henriques, conhecido como "Mão de Luva", estabeleceu um povoado na região em busca de ouro. Em 1786, após expedições lideradas pelo Sargento-mor Pedro Afonso Galvão de São Martinho, Mão de Luva foi capturado, e o arraial passou a ser conhecido como "Novas Minas de Cantagalo".
Em 9 de outubro de 1806, o vice-rei D. Fernando José de Portugal e Castro elevou o arraial à categoria de distrito, sob a invocação do Santíssimo Sacramento. Posteriormente, em 9 de março de 1814, D. João VI assinou o decreto que elevou o distrito à condição de vila, com o nome de São Pedro de Cantagalo, desmembrando-o do município de Santo Antônio de Sá.
No século XIX, Cantagalo destacou-se como um dos maiores produtores de café do Brasil, contribuindo significativamente para a economia do país. A cidade também é reconhecida por ser o berço do escritor Euclides da Cunha, autor de "Os Sertões", nascido em 15 de janeiro de 1866.
Em 2 de outubro de 1857, a vila foi elevada à categoria de cidade, recebendo o nome atual de Cantagalo. Ao longo dos anos, o município passou por diversas alterações territoriais, resultando na formação de novos municípios e distritos na região.
Atualmente, Cantagalo preserva construções históricas da época do ciclo do café, como a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento e o Palacete do Gavião, além de abrigar um importante polo cimenteiro.