Heimatgeschichte · Castelo do Piauí ·

Castelo do Piauí: História

A presença humana nas terras de Castelo do Piauí é data de milhares de anos, conforme atestam as pinturas rupestres existentes no município.
A colonização do território municipal é datada do início do século XVIII. Nessa época, surgiu, na Freguesia de Santo Antônio do Surubim (atual Campo Maior), o povoado de Rancho dos Patos (atual cidade de Castelo do Piauí). O povoado de Rancho dos Patos foi elevado à condição de freguesia, com o nome de Nossa Senhora do Desterro do Rancho dos Patos do Poti, por meio de provisão de 27 de novembro de 1742, quando da passagem do bispo de São Luís do Maranhão, D. Manuel da Cruz, pelo Piauí. Foi transferido de Piracuruca para ser vigário dessa nova paróquia José Lopes Pereira, que ordenou a construção de uma grande capela em louvor a Nossa Senhora do Desterro.
Com a posse do primeiro governador da Capitania do Piauí, João Pereira Caldas, em 1759, como parte da política do Marquês de Pombal de reestruturar o Estado português, começou-se uma organização municipal nova no Piauí. Nesse contexto, por força de Carta Régia de 1761, de dia e mês debatidos (19 de junho segundo o IBGE e 19 de janeiro segundo o Almanaque da Parnaíba), a Freguesia de Rancho dos Patos foi elevada à categoria de vila, com o nome de Marvão, sendo instalada em 13 de setembro do ano seguinte, sendo, desse modo, a sexta vila criada no território piauiense.
Segundo a carta de Antônio Morais Durão de 1772, a vila de Marvão não passava de três casas, em um local descrito como “fúnebre e seco”, e era ameaçada pelo banditismo vindo do Ceará, que se valiam do isolamento da vila para se refugiarem nessa região.
Marvão teve um papel importante na luta pela independência no Brasil no Piauí, tendo, dentre outros fatos, organizado, nos primeiros dias de janeiro de 1823, um levante popular, liderado pelo contingente que ali tinha estacionado para garantia do regime português.
Em 1832, a Vila de Marvão perdeu território para a criação da vila de Príncipe Imperial (atual Crateús), sendo que esta nova vila, na época de sua criação, abrangia também o território de municípios atuais como Crateús, Independência, Novo Oriente e Quiterianópolis, cujas áreas foram transferidas do Piauí para o Ceará em 1880. Em 26 de julho de 1833, Marvão foi elevada à comarca, abrangendo os termos das vilas de Marvão, Poti (atual Teresina) e Príncipe Imperial, sendo a comarca extinta duas vezes (1889 e 1896) e restaurada em 1890 e, definitivamente, em 1918.
O Decreto-lei estadual n° 20, de 27 de março de 1890, deu à vila de Marvão o nome “Castelo”.
Em 1934, Castelo perdeu território para a criação do município de São Miguel do Tapuio.
Por meio do decreto-lei estadual nº 754, de 30 de dezembro de 1943, que seguia a legislação federal que proibia no Brasil dois nomes de localidades iguais, o nome do município de Castelo foi alterado para "Marvão". A Lei estadual nº 169, de 8 de outubro de 1948, concede a Marvão o título de cidade, com o nome "Castelo do Piauí".
Em sua história recente, foram emancipados de Castelo do Piauí os municípios de São João da Serra (1963), Buriti dos Montes (1992) e Juazeiro do Piauí (1995).

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Quelle: Text: Wikipedia – „Castelo do Piauí“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0